De uma forma ou de outra, a pandemia mudou nossos hábitos. O trabalho ficou remoto, as reuniões se tornaram videoconferências e os shows viraram lives. Só uma coisa continua igual: a pausa para um cafezinho! Seja forte ou fraco, coado ou expresso, pingado ou capuccino, o café ainda é preferência entre os brasileiros.
Mesmo com a mudança no consumo, que deixou as cafeteiras e se concentrou nas casas, a procura por café cresceu 35% em março, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A produção também vai bem: a expectativa é que a safra 2020/2021 alcance 60 milhões de saca, de acordo com projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) confirma que a pandemia não causou impactos nos embarques do maior produtor e exportador global de café – a produção brasileira representa 1/3 do consumo mundial. A Cecafé prevê ainda que o consumo deve ficar estável em 2020 em todo o mundo, com a possibilidade de um modesto crescimento.
Por outro lado, é inegável a expectativa de queda no consumo, prevista até pelo departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O governo norte-americano alega que as cafeterias foram gravemente afetadas pela quarentena e, mesmo com a reabertura das economias, os consumidores ainda estão hesitando em sair para comer.
Em entrevista à revista Cocred Mais, o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul), José Marcos Magalhães, o administrador de empresas e cafeicultor Gabriel Afonso Lancha Alves de Oliveira e o engenheiro agrônomo e diretor da Cafezal Consultoria, Anselmo Magno de Paula, comentam o desempenho do setor e os reflexos da pandemia em toda a cadeia cafeeira.
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