O isolamento social levou empresários a investir em tecnologia para driblar o fechamento obrigatório e continuar atendendo os clientes, confinados em casa. No comércio, as vendas por aplicativos e os serviços de delivery foram as principais apostas, e seguem em alta mesmo após a flexibilização da quarentena.
O Ifood registrou alta de 73% nos pedidos de itens de padarias, congelados, sorvetes, açaí e tapioca só nos dias 13 e 14 de março – sexta-feira e sábado que antecederam o início do isolamento em São Paulo. Já o aplicativo Rappi estimou que desde o início da quarentena as buscas por produtos em farmácias, restaurantes e supermercados cresceu cerca de 30% na capital paulista.
Há 40 anos no mercado, a casa de carnes Boi Gordo, de Sertãozinho, investiu nas vendas pelo Ifood. O comerciante Paulo Roberto Scaranello, que também utiliza o WhatsApp para receber os pedidos dos clientes, contou que as entregas cresceram cerca de 20% durante a quarentena. “Estamos abertos, mas, para evitar aglomeração, estamos entregando”, afirma.
Proprietário da rede Barãozinho e Coronelzinho, fundada há 27 anos em Sertãozinho, Paulo Henrique Andrucioli também continuou atendendo pelo WhatsApp e por telefone. O empresário disse que o sistema de delivery sempre fez parte do negócio e, no início, ele mesmo realizava as entregas. Hoje, cerca de 10% dos produtos das lojas circulam nas casas dos clientes.
Tecnologia também não é novidade na Quadrante Logística, transportadora que existe há cinco anos em Sertãozinho e que utiliza essencialmente bancos de dados e inteligência artificial para atender os clientes, quando e onde eles precisam, e com custo 20% abaixo do mercado. Gerente financeiro da empresa, Marcelo Adriano afirmou que o modelo de negócio é disruptivo.
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