O cooperativismo de crédito segue em plena expansão no Brasil. Fortalecendo todos os demais ramos do modelo, o segmento se consolidou como uma das principais forças do Sistema Financeiro Nacional (SFN), promovendo inclusão, desenvolvimento regional e acesso a serviços financeiros de qualidade para milhões de brasileiros.
Prova desse crescimento contínuo é a nova edição do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, elaborado anualmente pelo Banco Central do Brasil (BC), referente a 2024. Os números revelam um segmento moderno, em constante evolução e com bases sólidas para seguir crescendo.
Integrante ativa desse movimento desde 1969, a Sicoob Cocred contribui para essa construção coletiva. Com mais de 82 mil cooperados e presença em 35 municípios de São Paulo e Minas Gerais, a cooperativa celebra 56 anos de história em 2025 e se orgulha de estar entre as maiores do país, reforçando diariamente o impacto positivo do cooperativismo de crédito na vida das pessoas e comunidades.
De acordo com o levantamento do BC, o segmento encerrou 2024 com 753 cooperativas em operação, alcançando 58% dos municípios brasileiros. A rede de atendimento também cresceu e superou a marca de 10 mil agências, ampliando o acesso da população aos serviços financeiros em todas as regiões do país.
A base nacional de associados também registrou crescimento. Ao final de 2024, o cooperativismo de crédito somava 19,2 milhões de cooperados, sendo 16,2 milhões pessoas físicas e 3 milhões pessoas jurídicas. Isso significa que 7,6% da população brasileira está vinculada a pelo menos uma cooperativa de crédito.
Resultados econômicos
Além do crescimento na base de associados, os resultados econômicos do setor também se destacam. Em 2024, os ativos totais do cooperativismo de crédito cresceram 21,1%, alcançando R$ 885,3 bilhões. Esse desempenho é superior ao das demais instituições do SFN, que cresceram 13,1% no mesmo período.
As operações de crédito líquidas de provisão, principal componente desses ativos, somaram R$ 464,5 bilhões, com destaque para o aumento expressivo nas carteiras de pessoas físicas, 16,2% e, especialmente, de pessoas jurídicas, 22,4%. A capitalização das cooperativas também seguiu sólida, com o Índice de Basileia (indicador financeiro que mede a saúde financeira de uma instituição) estável.
Na prática os índices apontam a solidez e segurança do modelo, conferindo ao Sistema Nacional de Crédito Cooperativo ainda mais capacidade de ampliar a participação no crédito nacional.
Moderno e inclusivo
De olho na construção de um futuro fundamentado na cooperação, o perfil dos cooperados revela um sistema que se moderniza e se torna cada vez mais inclusivo. Embora a faixa etária predominante de cooperados ainda seja a de 30 a 39 anos, a participação de públicos mais jovens tem crescido de forma consistente.
Entre 2020 e 2024, a proporção de cooperados com até 19 anos subiu de 4,5% para 5,5%. Já na faixa de 20 a 29 anos, o índice passou de 16,7% para 17,9%. Outro ponto de destaque é o avanço da participação feminina. As mulheres representavam 43,2% dos cooperados pessoas físicas em 2020 e passaram a representar 44,9% em 2024. Embora os homens ainda sejam maioria, com 55,1%, a diferença tem diminuído ano após ano.
Na Cocred, esse movimento também é visível. A presença feminina, assim como a presença de jovens cooperados, tem crescido de forma sólida e acompanha a evolução do cooperativismo como um todo. Atualmente, 42% da base de cooperados é composta por mulheres, enquanto os homens representam 58%.
Fiel ao propósito de conectar pessoas para promover justiça financeira e prosperidade, a Cocred segue reforçando, dia após dia, o poder transformador do modelo cooperativista no país.
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