Atuar por mais de cinco décadas no sistema financeiro brasileiro e, ao mesmo tempo, ampliar relevância nacional exige um nível de disciplina, consistência e capacidade técnica que poucas instituições conseguem sustentar. Fundada em 1969, a COCRED construiu uma trajetória marcada por decisões estruturadas, investimentos recorrentes em segurança e uma governança que evolui de forma contínua. Em um país historicamente exposto a ciclos econômicos instáveis, essa combinação resulta em previsibilidade, ou seja, um ativo cada vez mais raro no cenário econômico.
Hoje, a COCRED figura entre as maiores cooperativas de crédito do Brasil e apresenta um conjunto de indicadores que evidencia sua solidez patrimonial, capacidade de adaptação a cenários adversos e compromisso com a perenidade do negócio. Essa condição é resultado direto de uma estratégia que prioriza estrutura, controle de riscos, transparência e visão de longo prazo, atributos que se confirmam quando os números da cooperativa são analisados de forma detalhada.
Atualmente, mais de 90 mil cooperados formam a base que sustenta a edificação da COCRED e viabiliza seu crescimento com consistência, ampliando o acesso a produtos e serviços de qualidade e promovendo prosperidade e justiça financeira. Em anos como 2025, essa solidez se torna ainda mais evidente. Marcado por uma política monetária restritiva, com a taxa Selic atingindo 15%, o maior patamar desde julho de 2006, o período impôs ajustes relevantes à dinâmica econômica do país.
Nesse contexto, a COCRED manteve uma atuação técnica e próxima aos cooperados, ajustando estratégias e preservando relações construídas com confiança. Os efeitos dessa condução aparecem nos principais indicadores financeiros. O volume de ativos da cooperativa, por exemplo, evoluiu de R$ 12,9 bilhões para R$ 14,2 bilhões, sinalizando fortalecimento patrimonial mesmo em um ambiente desafiador. O crescimento reforça ainda a capacidade da instituição de absorver choques macroeconômicos e sustentar sua trajetória de estabilidade.
A carteira de investimentos também apresentou expansão relevante. Os depósitos totais alcançaram R$ 11,5 bilhões no período, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Produtos como o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) concentraram parcela expressiva desse avanço, refletindo a confiança dos cooperados na liquidez, rentabilidade e, principalmente, na segurança das aplicações.
Segundo Ademir Carota, diretor executivo da COCRED, os resultados são consequência direta da expertise construída em mais de 56 anos. “A solidez que os números mostram hoje é fruto de decisões tomadas com foco no longo prazo e na experiência de mercado que a COCRED possui. São mais de cinco décadas investindo em governança, inovação, tecnologia e pessoas preparadas para compreender as variáveis do mercado. Ano após ano, a COCRED amplia seus esforços para oferecer a melhor experiência financeira aos cooperados em todas as instâncias.”
Esse movimento de aprimoramento continuado sustenta uma estrutura de governança sólida e robusta, desenhada para que decisões relevantes sejam tomadas de forma colegiada, apoiadas em dados, cenários e análises comparativas. Nesse arranjo, o cooperado ocupa posição central, como diretriz permanente para a condução estratégica da instituição em direção a resultados sustentáveis e consistentes.

Governança estratégica e pioneira
Para que os resultados alcançados pela cooperativa ao longo do último ano fossem possíveis, a COCRED deu mais um passo relevante em sua jornada de maturidade com a criação do Comitê de Ativos e Passivos (ALCO – Asset and Liability Committee), em abril de 2025. A iniciativa, aprovada pelo Conselho de Administração, fortaleceu a governança financeira da cooperativa ao estruturar um ambiente dedicado à análise estratégica do balanço e contexto macroeconômico.
Na prática, o ALCO assessora a Diretoria Executiva na avaliação integrada de ativos e passivos, considerando riscos de mercado, liquidez, capital, precificação e diferentes cenários econômicos. Trata-se de uma instância multidisciplinar, preparada para interpretar movimentos do ambiente econômico e antecipar seus efeitos sobre a sustentabilidade financeira da instituição e de seus cooperados. Esse avanço amplia o nível de rigor técnico aplicado às decisões e eleva o grau de assertividade da gestão.
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“O papel de um comitê como o ALCO é dar racionalidade técnica às decisões estratégicas. Ele reúne balanços, cenário macroeconômico, risco e capital em uma mesma mesa, o que eleva o nível da discussão e reduz assimetrias de decisão”, afirma Roberto Dumas Damas, integrante do comitê e economista com mais de 30 anos de experiência em grandes instituições financeiras do Brasil e do exterior. “Essa estrutura faz toda a diferença em instituições maduras, contribuindo diretamente para a resiliência e assertividade financeira”, complementa Damas.

Com escopo abrangente, o comitê atua também no desenvolvimento e no acompanhamento de políticas internas, na avaliação de operações financeiras e no monitoramento de indicadores de desempenho. A formalização do ALCO posiciona a COCRED como referência no cooperativismo de crédito nacional, sendo a primeira cooperativa do país a instituir um comitê com essas atribuições.
“O ALCO chegou para somar e agregar na perenidade da COCRED. A criação de estruturas como o comitê é fruto dessa busca permanente por aprofundamento técnico, leitura consistente de cenários e maior segurança nas tomadas de decisões”, destaca o diretor executivo Ademir Carota, coordenador do comitê.
Reconhecimento e validação externa
A estrutura de governança descrita anteriormente encontra validação concreta no reconhecimento regulatório alcançado pela COCRED. A cooperativa integra o segmento S3 na classificação do Banco Central, posicionamento reservado a apenas 60 grandes instituições financeiras em todo o país. Sendo esse um dos patamares mais elevados de complexidade operacional, a classificação expõe a maturidade de gestão da cooperativa, além de sua capacidade de absorção de riscos.
As instituições classificadas como S3 operam sob um arcabouço regulatório mais sofisticado, com exigências ampliadas relacionadas à governança, à gestão integrada de riscos, à estrutura de capital e à transparência das informações. Trata-se de um ambiente regulatório que pressupõe disciplina contínua, processos decisórios bem definidos e capacidade técnica para lidar com cenários adversos sem comprometer a solidez financeira.
Para atingir esse segmento, a COCRED manteve porte superior a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional por três semestres consecutivos. O indicador é calculado a partir da relação entre a exposição total da instituição e o PIB acumulado dos quatro trimestres anteriores, metodologia que reforça o caráter objetivo e específico da classificação.
Entre os requisitos atendidos para essa migração de segmento está a implementação dos Comitês de Auditoria e de Riscos, ambos subordinados diretamente ao Conselho de Administração. O Comitê de Auditoria responde pela integridade das operações, pela eficácia dos controles internos e pela aderência às normas regulatórias, contando com membros independentes e qualificação técnica comprovada.
Já o Comitê de Riscos atua no assessoramento à gestão de capital e de riscos, estabelecendo diretrizes que fortalecem a segurança e a sustentabilidade da cooperativa. Além deles, o Comitê de Remuneração foi implementado como o guardião do equilíbrio entre incentivo, desempenho, padrões de governança, transparência e controles. Juntos, os comitês complementam a lógica de decisões colegiadas já observada em outras estruturas da cooperativa, como o ALCO.
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Com base nessas e em outras adequações aos parâmetros regulatórios do mercado financeiro, a COCRED é reconhecida, inclusive internacionalmente, por sua solidez. Pelo segundo ano consecutivo, em 2025, a Fitch Ratings elevou o rating nacional de longo prazo da cooperativa, de ‘A(bra)’ para ‘A+(bra)’. O rating nacional de curto prazo foi mantido em ‘F1(bra)’.
Em um relatório publicado em abril, a agência, que é uma das três maiores do mundo no segmento, destacou a resiliência dos fundamentos de crédito da cooperativa, a expectativa de continuidade da estabilidade financeira e operacional, o perfil de risco moderado, além da ampla liquidez, do índice de capitalização adequado e da rentabilidade resiliente, sustentada por eficiência operacional e receita estável.
A avaliação técnica e independente analisa, de forma integrada, os balanços, fluxos de caixa, estrutura de capital, governança, capacidade de gestão e consistência estratégica de instituições financeiras. No caso da COCRED, a classificação em patamar elevado reforça a garantia de segurança para cooperados que buscam instituições capazes de honrar compromissos e preservar valor ao longo do tempo.
Transparência como prática permanente
Para que um modelo de governança orientado à perenidade produza efeitos consistentes, a transparência ocupa papel central na condução da COCRED. Funcionando como instrumento de disciplina institucional, a transparência assegura que decisões estratégicas, desempenho financeiro e gestão de riscos possam ser acompanhados de forma clara por cooperados e pelo mercado.
Por isso, a COCRED mantém uma política ativa de divulgação de relatórios de gestão, demonstrações financeiras e informações institucionais, garantindo amplo acesso aos dados que fundamentam sua estratégia e suas decisões. Todo esse material é submetido à auditoria da PricewaterhouseCoopers (PwC), empresa independente pertencente ao grupo das chamadas Big Four.
As Big Four são organizações que concentram os mais elevados padrões internacionais de auditoria e consultoria, atuando globalmente e sendo reconhecidas pela profundidade técnica, rigor metodológico e independência analítica com que avaliam demonstrações financeiras, controles internos e práticas de governança de instituições financeiras.
Essa combinação entre governança estratégica, previsibilidade financeira, disciplina regulatória, validação externa e desempenho consistente sustenta a posição da COCRED como uma instituição preparada para atravessar ciclos econômicos, preservar capital e crescer de forma exponencial. Para um público que compreende risco e busca parceiros financeiros de longo prazo, a solidez da estrutura da cooperativa se impõe como caminho rumo ao desenvolvimento.
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