Volta às aulas: 5 lições práticas de educação financeira para os filhos

Volta às aulas: 5 lições práticas de educação financeira para os filhos

Fevereiro chegando e, com ele, a retomada da rotina escolar. No entanto, a volta às aulas é muito mais do que organizar mochilas e cadernos. Este período oferece uma oportunidade única para os pais inserirem a educação financeira no dia a dia dos filhos.

A COCRED acredita que o conhecimento é a base de uma sociedade de pessoas prósperas  e lidar com o dinheiro desde cedo prepara as crianças para um futuro mais seguro. Por isso, criamos uma sequência de dicas com objetivo de transformar situações cotidianas da escola em aprendizado.

Você pode inserir pequenos desafios na rotina do seu filho e, com isso, ensinar valores como economia, responsabilidade e planejamento. Vamos conferir como fazer isso na prática?

1. Dinheiro do lanche

Uma das primeiras interações da criança com o dinheiro ocorre na cantina. Em vez de pagar a conta das crianças de forma direta mensalmente, experimente dar o dinheiro por semana ou por dia ao seu filho.

No caso da escola não aceitar dinheiro e oferecer “caderno de fiado” ou pagamento digital, procure estabelecer um valor diário “limite” para a criança e deixe combinado com os responsáveis pela venda.

Antes de começar, explique quanto custa cada item.  A ideia é criar situações em que os pequenos precisem fazer escolhas: se gastar tudo na segunda-feira, ficará sem dinheiro para cantina no resto da semana e vai levar apenas o que tiver em casa.

Essa autonomia controlada ensina sobre orçamento e decisões financeiras, mostrando que o dinheiro é um recurso finito que exige administração inteligente.

Estudos de engenharia didática comprovam que, crianças entre 7 e 9 anos conseguem compreender conceitos complexos como “ética”, “economia” e “sustentabilidade”, desde que sejam bem aplicados. A questão financeira como recurso de ensino também está presente na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

2. Conservar o material

Ensinar a cuidar dos pertences é uma lição valiosa de economia e sustentabilidade. Explique que materiais bem cuidados duram mais, e não precisam ser repostos no meio do ano com nova compra.

Incentive a criança a não perder lápis e a não rasgar cadernos. Plastifique ou encape materiais de capa mole. Além de gerar economia para a família, a prática reduz o lixo no planeta, ensinando princípios alinhados ao cooperativismo.

Mostre que o cuidado com o que já temos é a primeira forma de poupar. Assim, a criança valoriza o esforço financeiro feito pelos pais para aquela compra.

No caso de livros paradidáticos, diga à criança que o item também pode gerar recursos para aquisição da lista do ano seguinte, seja pela troca entre estudantes, pelo repasse a irmãos mais novos ou até pela venda em grupos locais ou em feiras promovidas pela própria escola.

Vale lembrar ainda que algumas redes de papelaria recebem cadernos e livros usados e dão descontos ou créditos por quilo doado. Além de renda para comprar novos materiais de sua escolha, a criança ajuda também no reaproveitamento de itens por meio da reciclagem.

3. Metas e recompensas educativas

Criar um sistema de incentivos e gamificar a educação financeira pode ajudar no engajamento dos filhos.

Deixe claro que não se trata de pagar por notas boas e que estudar é dever de todo estudante — uma responsabilidade independente e que já traz ganho inerente para quem tem acesso à educação.

🔗Leia também: Como ensinar princípios cooperativistas aos filhos

O foco aqui é o cuidado extra e a economia. Por exemplo, se o material chegar intacto ao final do semestre, o filho pode ganhar uma recompensa. Pode ser um passeio especial ou um valor para colocar no cofrinho.

Isso cria a noção de longo prazo. A criança entende que suas ações presentes (cuidar do material) geram benefícios no futuro. É a lógica básica dos investimentos.

4. Diferença entre necessidade e desejo

Durante a volta às aulas, é comum que as crianças peçam itens da moda. Quase sempre, esses produtos são mais caros apenas por terem personagens famosos estampados.

Aproveite esse momento para dialogar. Mostre a diferença de preço entre um caderno simples e um de marca famosa. Explique que a função de ambos é a mesma.

Se o filho insistir no item mais caro, proponha um acordo. Ele pode usar as economias da mesada para pagar a diferença. Assim, ele percebe o custo real de suas vontades.

5. Planejamento para o próximo ano

A educação financeira é um processo contínuo. Ao final do ano letivo, sente-se com seu filho. Avaliem juntos o que sobrou de material e o que pode ser reaproveitado.

Façam uma lista do que realmente precisa ser comprado. Essa atitude evita o consumismo desenfreado. Além disso, reforça a importância de planejar antes de gastar.

Envolva a criança na pesquisa de preços. Mostre como comparar valores em diferentes lojas pode resultar em uma grande economia para o orçamento familiar. Tenha em mente a importância do exemplo: de nada adianta falar sobre economia se os pais não seguem as mesmas regras.

As crianças observam o comportamento dos adultos. Portanto, seja transparente sobre as finanças da casa. Evite dizer apenas “não temos dinheiro”.  Em vez disso, diga “esse gasto não é prioridade agora”. Isso ensina sobre escolhas e prioridades, não apenas sobre escassez.

Lembre-se que formar um adulto consciente começa com pequenos gestos. 

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