Investimento em renda fixa é alternativa para organizar as finanças e proteger o patrimônio

Investimento em renda fixa é alternativa para organizar as finanças e proteger o patrimônio

A primeira pergunta que Soraya Santiago fez à sua gerente de contas ao receber o convite para aplicar o dinheiro que mantinha guardado foi se aquilo era garantido. A dúvida vinha de alguém que, por muitos anos, utilizou a caderneta de poupança como principal forma de guardar recursos. Proprietária de uma tradicional imobiliária, com mais de 20 anos de história em Bauru (SP), Soraya não queria correr o risco de ver as economias de uma vida expostas à incerteza.

Guardar dinheiro sempre fez parte de sua rotina. A poupança cumpria esse papel com segurança e simplicidade, características importantes para quem prioriza estabilidade. Por muito tempo, essa foi a escolha da maioria dos brasileiros, especialmente em um país onde a educação financeira ainda é um desafio. Com o passar dos anos e diante de um cenário econômico mais dinâmico, novas alternativas passaram a fazer parte das conversas sobre planejamento financeiro.

Soraya não era uma leiga no assunto, já que o filho e a irmã já investiam. Mesmo assim, a decisão de mudar a modalidade do investimento não veio sozinha. A empresária buscou orientação especializada e encontrou na COCRED o apoio necessário para entender as opções disponíveis. “Eu não sou uma pessoa que fica estudando investimento. Então precisava de algo seguro, que eu colocasse o dinheiro e não precisasse mexer”, aponta.

Foi assim que a empresária passou a investir em renda fixa por meio do Recibo de Depósito Cooperativo (RDC). Na prática, a renda fixa reúne aplicações em que as regras de remuneração são conhecidas no momento da aplicação, o que oferece maior previsibilidade ao investidor. Diferentemente da poupança, que segue sendo uma alternativa válida para reservas de médio e longo prazo, esse tipo de investimento possui potencial de rendimento superior. “Quando me explicaram e disseram que era garantido, eu aceitei. É seguro e ainda rende mais.”

O receio com investimentos mais voláteis também influenciou na hora de escolher. “Criptomoeda eu tenho medo. A volatilidade assusta”, afirma. Para Soraya, investir não tem relação com apostar, mas com disciplina e proteção do patrimônio. Como investidora, a empresária busca a praticidade e confiança. “É um dinheiro que eu aplico e não mexo. A disciplina está aí”, diz.

A experiência de Soraya reflete um movimento mais amplo no país. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o montante investido por pessoas físicas no país chegou a R$ 7,9 trilhões no fim do primeiro semestre de 2025. O dado considera as aplicações do varejo alta renda, tradicional e private. Com a Selic acima dos dois dígitos, a renda fixa segue na liderança das preferências, representando 58,9% de todo o volume investido no país. O segmento cresceu 8,2% no período, totalizando R$ 4,68 trilhões.

Parte significativa desse avanço veio de produtos isentos de Imposto de Renda, como por exemplo as Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliário, LCA e LCI. Juntas, essas modalidades somaram R$ 1,39 trilhão, alta de 12,2% no semestre. Já os Recibos de Depósito Cooperativo (RDCs) e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) atingiram R$ 1,15 trilhão, crescimento de 9,9%.

Novos hábitos

Se Soraya representa quem nutriu desde cedo o hábito de guardar dinheiro, ainda que em uma modalidade mais tradicional e menos rentável, Júlia Barcelos simboliza uma geração que passou a se preocupar mais com o planejamento de longo prazo a partir do empreendedorismo. Dentista e proprietária de uma clínica em Orindiúva (SP), ela admite que educação financeira não fazia parte de sua rotina antes de assumir o próprio negócio.

“Eu nunca tive o hábito de investir. Estou aprendendo agora”, conta. Aos 27 anos, Júlia divide a rotina entre o atendimento clínico e a gestão da empresa. É ela quem cuida das compras, dos pagamentos, dos investimentos em equipamentos e do planejamento financeiro como um todo. “Até hoje é um desafio. Não sei se estou fazendo tudo certo, mas está dando certo”, brinca.

A mudança no hábito veio com a responsabilidade de empreender. Ao assumir a clínica, Júlia passou a separar com rigor as finanças pessoais das da empresa, uma prática fundamental para quem está no início da jornada empresarial. “O que é da clínica fica na clínica. O que é meu, eu organizo à parte. Assim consigo ter mais controle e pensar no futuro”, explica.

Cooperada da COCRED, a empresária ainda tem o hábito de investir em renda fixa como uma prática recente, mas o interesse por aprender tem crescido junto com o negócio. “Hoje eu busco mais conhecimento, converso, pergunto e tento entender. Quero crescer com planejamento”. Para ela, investir também significa reinvestir no próprio negócio, em tecnologia, estrutura e melhoria constante, entendendo que o retorno nem sempre é imediato, mas é construído com consistência.

Na prática, Soraya e Júlia, de gerações e realidades diferentes, mostram que não existe um único caminho quando o assunto é investir. Há quem comece pela poupança e avance gradualmente para a renda fixa, há quem só desperte para o tema em um momento específico da vida. Mas, em todo caso, a importância da orientação adequada e do acesso à informação é evidente.

Na COCRED, os cooperados encontram assistência para entender as diferenças entre poupança e investimentos, avaliar riscos e escolher produtos alinhados aos seus objetivos. Soluções de renda fixa, como RDC e LCA, fazem parte do portfólio da cooperativa e oferecem segurança, previsibilidade e planejamento, sempre com acompanhamento próximo.

Educação financeira não se forma de um dia para o outro. Ela se constrói com informação, acompanhamento e escolhas conscientes. E, nesse percurso, a COCRED é o ponto de partida para quem decide, enfim, transformar o hábito de guardar dinheiro em planejamento financeiro de verdade.

Iniciativas COCRED

A COCRED sempre entendeu que cooperar é um conjunto de ação, não apenas oferecer soluções financeiras. Ao longo de sua trajetória, a cooperativa atuou de forma próxima aos cooperados, incentivando escolhas mais conscientes por meio da disseminação de conhecimento à comunidade, através de projetos diversos de responsabilidade social.

Em 2025, essa estratégia ganhou ainda mais força quando o tradicional curso Conta com a Cocred Jovem foi incrementado com uma versão inédita. A edição universitária, desenvolvida especialmente para jovens entre 18 e 26 anos, matriculados no ensino superior e residentes em uma das 35 cidades de atuação da COCRED, uniu educação financeira e cooperativista de forma prática, acessível e transformadora.

Realizado on-line e ao vivo, com aulas aos sábados e duração de duas horas cada, o curso ampliou o acesso ao conhecimento ao contar também com o apoio de intérpretes de Libras, garantindo inclusão e acessibilidade a jovens com deficiência auditiva. A proposta estimulou a construção de uma relação mais saudável, estratégica e sustentável com o dinheiro, especialmente em uma fase marcada por decisões importantes para o futuro pessoal e profissional.

Ao longo da jornada, os participantes foram incentivados a identificar despesas, planejar o orçamento de maneira prática, revisar hábitos financeiros, definir metas e compreender a sustentabilidade financeira como base para autonomia e bem-estar. Também foram trabalhadas estratégias para aumento de renda alinhadas ao propósito de vida e à trajetória acadêmica de cada aluno.

Os estudantes que acompanharam ao menos 75% das aulas e entregaram o trabalho final receberam certificado de conclusão, com horas complementares válidas para a graduação. Os destaques da turma ainda tiveram seus currículos cadastrados no Banco de Talentos da COCRED e foram reconhecidos com premiações.

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