Orgulho de pertencer: conheça a história do cooperado Antônio Wilson Lovato

Orgulho de pertencer: conheça a história do cooperado Antônio Wilson Lovato

Uma vida inteira moldada pela lida no campo, pelo esforço diário e pela determinação. Aos 91 anos, Antônio Wilson Lovato segue lúcido, ativo e profundamente orgulhoso do caminho que construiu. Produtor rural desde jovem, ele nunca enxergou a atividade agrícola como uma jornada solitária. Para Lovato, produzir sempre esteve ligado à cooperação, ao apoio mútuo e à construção coletiva, valores que atravessaram décadas e ajudaram a sustentar não apenas sua família, mas uma forma de organização que hoje beneficia milhares de produtores da região.

Nascido em Sertãozinho (SP), Lovato cresceu em meio à lavoura e ao trabalho desde cedo. “A gente tinha lavoura de café, de arroz, milho, amendoim… um pouco de tudo”, relembra. Ainda jovem, fez uma escolha definitiva. “Depois da escola, eu não quis estudar mais. Eu quis seguir a agricultura. Sempre gostei da labuta”. Foram cerca de 35 anos vivendo na região até a mudança para Pitangueiras (SP), onde comprou terras e iniciou uma nova etapa da vida. “Eu comprei uma área e vim para cá. Graças a Deus, a gente foi bem-sucedido aqui.”

Ao longo dos anos, a produção passou por diferentes culturas. Soja, milho, arroz e laranja fizeram parte do caminho até que a cana-de-açúcar se consolidou como base do sustento da família. O início do plantio contínuo veio em 1959, acompanhando a expansão das usinas no interior paulista. “As usinas foram crescendo e procurando a gente para plantar cana. E graças a Deus, o trabalho da gente deu certo”. O crescimento foi resultado de rotina intensa, presença constante no campo e investimento contínuo. “Sempre produzi bem. Sempre fui crescendo com a produção.”

Com o tempo, Lovato percebeu que produzir bem não bastava. Era preciso acesso a insumos, crédito e segurança para atravessar períodos difíceis. Foi dessa necessidade concreta que nasceu sua aproximação com outros produtores e, mais tarde, sua participação direta na fundação da Copercana. O início foi simples e cercado de incertezas. “Fizemos uma reunião num
domingo. Tinha bastante gente. Uns queriam, outros não queriam. No fim, ficou um grupo pequeno. Aí resolvemos fundar.”

A experiência mostrou que a cooperativa agropecuária resolvia parte das demandas do campo, mas havia uma lacuna fundamental. “Naquele tempo, dinheiro em banco quase não existia para nós”. Foi assim que Lovato participou do surgimento da COCRED em 1969. Criada para oferecer crédito próximo e alinhado à realidade do produtor rural, a cooperativa nasceu e se consolidou. “A sorte foi o crédito da cooperativa”, diz. Para ele, a relação permanece clara: “Hoje, o agricultor não vive sem essa cooperativa”, complementa.

Mesmo aposentado, Lovato segue presente no dia a dia da propriedade. Acompanha a lavoura, conversa com funcionários e divide decisões com os filhos. “Meus filhos me ajudam na parte burocrática, temos hoje dez funcionários”. O trabalho continua como parte central de sua identidade. “Eu me sinto bem. Foi um trabalho honesto, bem-feito, sempre me deu renda. Eu tenho orgulho do que eu tenho.”

O orgulho também se estende à família. Casado há décadas, pai de dois filhos e avô de quatro netos, ele vê nos filhos a continuidade de um legado construído com persistência. “Graças a Deus, eu tenho uma família boa. Tenho filhos bons”. A relação com o cooperativismo atravessou gerações e segue como base da organização financeira da família.

Ao observar o tamanho que o cooperativismo alcançou na região, Lovato compara o início modesto com a solidez atual. Para ele, a força do modelo está na gestão e no sentimento de pertencimento. “A cooperativa é uma casa nossa”, diz. A fala resume uma vida inteira dedicada à produção e à cooperação. Para o agricultor, o sucesso no campo nunca foi resultado de esforço isolado. Ele nasceu da capacidade de caminhar junto, dividir riscos e construir soluções coletivas. Um aprendizado que atravessa décadas, se renova nas novas gerações e segue vivo no cooperativismo.

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