O Acordo do Mercosul com a União Europeia (UE) promete transformar as relações comerciais entre os dois blocos, gerando novas oportunidades de negócios e investimentos, com grande destaque para o agronegócio brasileiro.
O tratado deve criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 25% da economia global e atingindo mais de 700 milhões de pessoas.
Compreender os detalhes desse pacto é fundamental para quem deseja se preparar para o futuro. Atenta ao novo cenário econômico que se abre, a Sicoob Cocred organizou o que se sabe sobre este marco para apoiar cada cooperado em suas decisões financeiras.
A seguir, explicamos como o acordo funciona e o que esperar dele nos próximos anos.
O Acordo
O Acordo Mercosul-UE é um tratado de livre comércio negociado há mais de duas décadas. O objetivo principal é facilitar a compra e venda de produtos e serviços entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os membros da União Europeia.
Na prática, o acordo visa eliminar ou reduzir as tarifas de importação sobre a maioria dos produtos comercializados entre os blocos. Hoje, muitas mercadorias brasileiras pagam impostos altos para entrar na Europa, e vice-versa.
Com a assinatura final e ratificação do documento, essas barreiras devem cair gradativamente, ampliando o rol de países com os quais sua empresa pode negociar em condições especiais.
Isso significa que produtos europeus, como máquinas, equipamentos e vinhos, devem ser vendidos no Brasil com preços mais competitivos. Da mesma forma, produtos brasileiros ganharão mais espaço nas prateleiras europeias.
A expectativa é que essa troca provoque a modernização da indústria nacional e um aumento da produtividade.
Benefícios do Acordo Mercosul-UE para o Brasil
A implementação do tratado entre Mercosul e UE traz vantagens significativas para a economia brasileira. A primeira delas é o aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a facilitação do comércio pode injetar bilhões na economia nacional ao longo dos anos.
Além disso, a redução de tarifas torna os insumos importados mais baratos. Isso é excelente para a indústria e para o setor de serviços, que poderão adquirir tecnologia de ponta a custos menores.
O resultado é um aumento expressivo da competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.
Outro ponto positivo é a atração de investimentos. Com regras mais claras e um mercado consumidor ampliado, o Brasil se torna um destino mais seguro e atraente para investidores estrangeiros.
Para saber mais sobre como gerir seus recursos nesse novo cenário, confira nosso guia para exportar a produção.
Impactos diretos no Agronegócio
O agronegócio brasileiro é, sem dúvida, um dos grandes beneficiados pelo Acordo Mercosul-UE. O setor, que já é uma potência exportadora, terá acesso facilitado a um mercado exigente e com alto poder de compra.
Produtos como carnes, frutas, café e soja terão tarifas reduzidas ou cotas de exportação ampliadas, eliminando barreiras históricas que dificultavam a entrada do produto nacional na Europa.
Contudo, é importante lembrar que a União Europeia possui rígidos padrões sanitários e ambientais. Sendo assim, o produtor rural precisará investir ainda mais em qualidade e rastreabilidade.
A COCRED está ao lado do produtor rural para oferecer o suporte financeiro necessário nessa adequação.
Se você atua no campo, vale a pena conferir os nossos conteúdos sobre crédito rural e entender como preparar sua produção para essa nova demanda global.
Leia também: Crédito Rural Cocred: potencialize sua produção com as melhores condições do mercado
Modernizar e qualificar
Embora as oportunidades sejam vastas, o acordo com a UE também impõe desafios. A abertura comercial exige que a indústria brasileira seja mais eficiente para competir com os produtos europeus, o que exige modernização e qualificação profissional.
Além disso, o tema da sustentabilidade é central no Acordo Mercosul-UE. O tratado possui cláusulas que reforçam o compromisso com o Acordo de Paris e a preservação ambiental.
É importante ter em mente que empresas que adotam práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) saem na frente. O respeito ao meio ambiente deixa de ser apenas um diferencial ético e passa a ser um requisito comercial obrigatório para acessar o mercado europeu.
O papel da cooperativa nesse cenário
Diante de tantas mudanças no cenário global econômico, o papel de uma sociedade de pessoas torna-se ainda mais relevante. Diferente de um banco convencional, a cooperativa foca no desenvolvimento coletivo e na prosperidade da região onde atua.
Na COCRED, o cooperado é dono e encontra soluções financeiras justas para investir em tecnologia, expansão e capacitação. Seja para importar maquinário europeu ou adequar sua lavoura às normas internacionais, o apoio financeiro correto é decisivo.
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