Agosto: expectativas e projeções

Agosto: expectativas e projeções

O cenário econômico global entra em agosto sob instabilidade, influenciado por tensões geopolíticas e incertezas nas transações financeiras. Nos últimos dias de julho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda mantinha uma previsão tímida de crescimento para 2025, com alta de 0,2 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) mundial — de 2,8% para 3,0%. A expectativa se deve, principalmente, à intensificação das compras globais após o anúncio de um novo pacote tarifário pelos Estados Unidos. A seguir, confira as expectativas e projeções para o mês diante desse cenário.

Economia mundial

O “tarifaço” é pauta recorrente das discussões mundiais desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estado Unidos da América. Taxar países para potencializar a economia norte-americana é uma promessa eleitoral que o presidente tem se mostrado determinado a cumprir. Aumentar os impostos sobre produtos do exterior é uma estratégia já conhecida de proteção do mercado interno.

A expectativa é que, ao longo da primeira semana de agosto, as novas tarifas comecem a valer em alguns dos quase 70 países-alvo. As alíquotas variam entre 10% e 50%. O Brasil foi o único país a receber a taxação máxima, de 50%. Em seguida, aparecem a Síria (41%) e os países do Sudeste Asiático Laos e Mianmar (40%). No outro extremo, as Ilhas Malvinas e o Reino Unido foram os menos impactados, ambos com alíquota mínima de 10%.

Embora os efeitos do tarifaço ainda sejam incertos, experiências anteriores indicam uma tendência de retração no consumo internacional. Isso ocorre porque os impostos são cobrados das importadoras localizadas no país que impõe as tarifas. Muitas, ao insistirem na compra de produtos estrangeiros, acabam repassando os custos aos consumidores finais.

Economia brasileira

Entre os indicadores econômicos, a balança comercial brasileira tende a ser a mais impactada pelo tarifaço, já que os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações do país. Por isso também, desde a comunicação das novas taxas, o Brasil concentrou esforços para mitigar os danos e assumiu posição de destaque nas negociações. No fim de julho, os EUA divulgaram a lista de exceções e cerca de 700 produtos brasileiros ficaram de fora da taxação máxima.

O boletim Focus, do Banco Central – que consolida semanalmente as projeções do mercado para os principais indicadores econômicos – oferece uma leitura mais detalhada sobre os reflexos internos desse cenário. Para agosto, as expectativas apontam para um enfraquecimento nas contas externas, reflexo do possível desequilíbrio na balança comercial. Em contrapartida, a inflação e o câmbio seguem relativamente estáveis, enquanto os juros continuam elevados.

A folga inflacionária é perceptível na mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que recuou de 5,09% para 5,07%. A política monetária continua restritiva, com a taxa básica de juros (Selic) mantida em 15% ao ano. Segundo o relatório, a piora na balança comercial pode ter, entre suas causas, o impacto direto dessa taxa. Apesar do superávit atual de US$ 65,25 bilhões, o montante era de US$ 73 bilhões há quatro semanas.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) teve leve alta na projeção mediana, passando de 2,21% para 2,23% no início de agosto. O câmbio permanece estável, variando entre R$ 5,56 e R$ 5,60. E o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), amplamente utilizado em reajustes de aluguéis, segue em trajetória de queda.

O agronegócio no Brasil e no mundo

Agosto se apresenta como o mês mais desafiador do ano para o agronegócio. Com a implementação do tarifaço norte-americano, setores como máquinas, carnes, café e frutas não foram poupados das sobretaxas. Apesar do impacto direto, especialistas acreditam que, com estratégia e agilidade, ainda é possível remanejar parte das exportações para novos mercados ou até mesmo ampliar o consumo interno.

Confira as principais projeções e alertas das entidades que representam esses segmentos:

  • Carnes: A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) prevê uma perda de até US$1 bilhão no comércio de carne bovina para os EUA.
  • Café: A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) afirmou que o café brasileiro é fundamental para a economia norte-americana. Apenas para os EUA, o grão representa 34% do mercado cafeeiro. De qualquer forma, a qualidade desse produto deixa margem para manobra, possibilitando o redirecionamento de compradores.
  • Frutas: A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) alertou para três produtos: manga, uva e processadas – que somam 90% de tudo o que o Brasil envia aos EUA.
  • Máquinas: A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pontou que, do total da produção brasileira, de 8% a 10% é vendido aos EUA.

Cooperativismo em expansão

Mesmo diante dos desafios internacionais, o cooperativismo de crédito segue firme e em expansão no Brasil. Consolidado como uma das principais forças do Sistema Financeiro Nacional, o segmento cresce com bases sólidas, promovendo desenvolvimento regional e acesso a serviços de qualidade.

Em 2024, alcançou a marca de 19,2 milhões de cooperados, superou 10 mil agências e registrou um crescimento de 21,1% nos ativos totais — desempenho superior ao das demais instituições financeiras. Exemplo dessa força está na atuação da Sicoob Cocred, que há 56 anos contribui ativamente para essa construção coletiva e fortalece o impacto positivo do cooperativismo em milhares de vidas.

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