Quem esteve nos supermercados durante o isolamento social percebeu que, apesar de todos os efeitos da pandemia, o abastecimento não foi prejudicado. Nas primeiras semanas houve uma corrida às compras, que provocou o esvaziamento de produtos pontuais. Depois, as prateleiras continuaram cheias. Os preços de alguns itens até subiram, mas não houve queda na qualidade dos alimentos.
A crise fez a população se preocupar mais em poupar, injetando menos dinheiro na economia. Mas, a alimentação é fundamental, ninguém deixa de comer. E para garantir a segurança alimentar brasileira, a agropecuária segue trabalhando em ritmo acelerado.
Segundo a economista Giovana Araújo, sócia-líder do setor de agronegócios da KPMG no Brasil, isso não significa que o segmento sairá ileso da pandemia. O que deve determinar quem será mais ou menos impactado é a resiliência, ou seja, a capacidade de se adaptar às mudanças.
Na prática, isso significa investimento em quatro pontos fundamentais: governança, para que os produtores rurais possam adotar medidas corretas de gestão de crise; estrutura de capital, que demonstra a saúde financeira da administração; eficiência e tecnologia.
Cooperado da Sicoob Cocred há dois anos, o produtor rural Adriano Alves Pimenta fez a lição de casa. Ele e os irmãos Andréia e Anderson cultivam abóbora, pimenta, brócolis e couve-flor na propriedade da família em Barretos, e estão enfrentando a pandemia sem dificuldade.
“Sempre nos preocupamos em manter um fluxo de caixa que suporte qualquer imprevisto. Graças a Deus, passamos, superamos a crise, tínhamos caixa. Não usamos nenhum benefício do governo para pagar os funcionários. A empresa está saudável e isso é motivo de orgulho para nós”, afirma.
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