Já está em vigor para o calendário fiscal que se inicia a nova legislação tributária aprovada no final do ano passado. Com as novas regras, o imposto de renda 2026 pode trazer mudanças importantes na forma de declarar. Se você é cooperado, organize seus informes de rendimentos e confira o guia que a COCRED preparou para você realizar sua declaração sem intercorrências e aproveitando ao máximo as novas faixas de isenção.
O que mudou com a atualização?
A Lei 15.270/2025 trouxe uma alteração histórica na tabela progressiva e a principal novidade para o imposto de renda 2026 é a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais em média no ano (total de R$ 60 mil anuais, visto que o 13º também precisa ser incluído na conta).
A mudança deve afetar 16 milhões de brasileiro, segundo o governo federal. Essa medida visa aliviar a carga tributária da classe média e aumentar o poder de compra das famílias. Na prática, quem se enquadra nesse limite deixa de ter o imposto retido na fonte já a partir de janeiro deste ano.
Além da isenção total, foi criado um mecanismo de transição para rendimentos intermediários. Para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00, haverá um desconto simplificado adicional que reduz o valor devido de forma gradual.
Esse ajuste garante que o salto entre a isenção e a tributação não seja brusco. Contudo, fique atento: para rendas acima de R$ 7.350,00, permanecem válidas as alíquotas tradicionais de até 27,5%.
Tabelas e alíquotas vigentes para a declaração
Separar o que é retido mensalmente do ajuste anual é importante para facilitar o cálculo do imposto de renda 2026 para quem não está isento.
Para quem ganha acima de R$ 7.350,00, é preciso somar todas as fontes de renda tributáveis na mesma declaração.
A tabela para cálculo dos ganhos de 2025 será gradual – quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto; quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício. As tabelas mensais de referência estão disponíveis no site do Governo Federal.
Seguem valendo deduções por dependentes (R$ 189,59 por mês); desconto simplificado mensal (até R$ 607,20); educação (até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano) e declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.
IRPFM para quem ganha acima de R$ 50 mil mensais
Para compensar a perda de arrecadação, em 2026 começa a vigorar também o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado a rendas anuais acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês). Cerca de 141 mil contribuintes se enquadrem no perfil.
São previstas alíquotas progressivas de até 10% para quem recebe até 1,2 milhão por ano. Acima disso, a alíquota mínima efetiva será de 10%.
- Entram na conta: salários, lucros e dividendos e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. Para salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM apagar, mesmo incluída na base de cálculo, pois o IR já foi descontado na fonte com alíquota de 27,5%.
- Ficam de fora: poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos incentivados. Também são excluídos da regra heranças e doações;-indenizações por doença grave; ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa; aluguéis atrasados e valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais
Também passam a ser tributados 10% sobre dividendos na fonte, mas apenas quando superarem R$ 50 mil por mês em valor pago por uma única empresa à pessoa física.
Quem deve declarar o imposto de renda 2026?
A obrigatoriedade de entrega da declaração do imposto de renda 2026 segue critérios específicos da Receita Federal. Deve declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2025.
Também estão obrigados aqueles que receberam rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma foi superior a R$ 200 mil, como é o caso de algumas heranças ou indenizações.
Outro ponto de atenção é a posse de bens. Se você possui propriedades, veículos ou investimentos que, somados, ultrapassam R$ 800 mil, a entrega do documento é mandatária.
Para o cooperado da COCRED, manter o extrato de capital e os informes de aplicações financeiras atualizados agiliza o processo.
Dicas para não cair na malha fina
A precisão dos dados é a melhor defesa contra a malha fina. Erros comuns incluem a omissão de rendimentos de dependentes ou o lançamento incorreto de despesas médicas.
Guardar recibos e notas fiscais por pelo menos cinco anos é uma prática recomendada. O uso da declaração pré-preenchida tem sido uma ferramenta eficiente para evitar erros de digitação, cruzando dados diretamente com as fontes pagadoras.
Planeje-se para entregar o documento no início do prazo, garantindo prioridade no recebimento da restituição, caso tenha direito. A organização antecipada do imposto de renda 2026 evita o estresse de última hora e possíveis multas por atraso.
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