Hiperconectado. O termo ainda não aparece no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, mas é o que melhor define o brasileiro moderno. E se o tempo online já era considerável, ficou ainda maior com a pandemia. Passamos a fazer seguidas mudanças de tela ao longo do dia: do celular para o computador, daí para a televisão e de volta para o celular ou tablet.
Viver conectado é necessidade. Só que ao mesmo tempo em que a tecnologia trouxe inúmeras facilidades, essa relação com o ser humano foi se tornando menos saudável e uma parcela significativa da população começou a sentir na pele os efeitos do excesso de conectividade, como ansiedade, cansaço extremo, insônia, dor de cabeça e muitos outros sintomas.
“Existem estudos que associam o uso excessivo de celular e redes sociais com depressão, ansiedade, medo. Essa quantidade de tempo excessivo acaba destruindo a vida da pessoa e da família. Estamos vendo muitas dissociações conjugais em virtude do excesso de celular na mão, em detrimento do convívio fraterno, amigável”, diz o psicólogo Kennedy Gomes Martins.
Coordenador do curso de engenharia de software da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), Edilson Caritá afirma que o uso das tecnologias deixa de ser saudável ao se tornar excessivo, ou seja, quando o tempo dedicado às telas é maior do que às outras atividades diárias, impactando na qualidade de vida e interferindo no contexto social.
“É fato que ele tem recursos que nos auxiliam em quase tudo, mas é importante termos consciência e aprendermos a dar soluções sem dependermos totalmente da tecnologia. Usar de maneira favorável e consciente a tecnologia é saber que se ela não estiver presente ou falhar, ainda será possível realizar o que se deseja”, afirma.
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