BNDES Fundo Clima: entenda a linha de crédito destinada a práticas sustentáveis

BNDES Fundo Clima: entenda a linha de crédito destinada a práticas sustentáveis

O investimento em práticas sustentáveis e de proteção ambiental tornou-se uma necessidade para todo tipo de negócio, considerando os impactos cada vez maiores das mudanças climáticas, como enchentes, queimadas, deslizamentos de terra, escassez de água, entre outros. Acontece que essa ainda não é uma prioridade para a maioria dos empreendedores brasileiros, “afogados” em desafios diários como a alta carga tributária, a burocracia estatal, a falta de mão de obra qualificada e a dificuldade de acesso ao crédito.

É por isso que, cada vez mais, têm surgido linhas de crédito verde com o objetivo de fomentar projetos de proteção ambiental e de promoção da sustentabilidade. Exemplo disso é o BNDES Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com a finalidade de garantir recursos para iniciativas que tenham como objetivo o enfrentamento às mudanças climáticas. Enquanto instituição financeira cooperativa, a Sicoob Cocred realiza o repasse de crédito via BNDES Fundo Clima aos cooperados. Quer saber mais? Leia o texto e tire suas dúvidas.

O que é o BNDES?

Para começar, é necessário entender o que é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O BNDES é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Essa empresa tem como objetivo impulsionar o progresso econômico e social do país, por meio da liberação de linhas de crédito para projetos das iniciativas pública e privada.

Os financiamentos de longo prazo contemplam diferentes setores da economia, como agricultura, cultura, energia, indústria, infraestrutura e tecnologia. Para melhor distribuição dos recursos, a contratação de crédito se dá por intermédio de instituições financeiras credenciadas, como a Cocred.

A finalidade do BNDES é manter a economia brasileira competitiva e promover o avanço dos empreendimentos do país, principalmente quando esse avanço está relacionado ao desenvolvimento sustentável.

Como funciona o BNDES Fundo Clima?

Agora que você já sabe o que é o BNDES, é hora de conhecer o Fundo Clima ou Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O FNMC é um instrumento do BNDES que incentiva, por meio de apoio financeiro, a adoção de boas condutas ambientais por empresas e outras organizações de pessoa jurídica. Os recursos desse fundo são destinados, especificamente, ao financiamento de projetos, estudos e empreendimentos que visem à redução de emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos da mudança do clima.

Entre os objetivos do FNMC estão a transição da economia brasileira para uma mais verde e sustentável, e o aumento de receita sem prejuízos à natureza. Caso ainda não tenha identificado no seu negócio alguma iniciativa que poderia ser financiada pelo Fundo Clima, veja alguns exemplos mais comuns:

  • Substituição de caldeira de lenha por outra que utilize resíduos agrícolas;
  • Implantação de sistema agroflorestal na propriedade;
  • Instalação de painéis de energia fotovoltaica;
  • Aquisição de veículos elétricos.

Quem pode recorrer à linha de crédito?

São elegíveis pessoas jurídicas de direito público e de direito privado, como ONGs e empresas com sede no Brasil. Para isso, o candidato deve ser habilitado no BNDES, estar em conformidade com as leis ambientais e em dia com as obrigações fiscais. A solicitação pode ser feita pelo portal do BNDES ou diretamente em instituições financeiras credenciadas, como a Cocred.

Para tentar um financiamento pelo FNMC, as empresas precisam desenvolver ou adotar projetos sustentáveis que se relacionem com uma das frentes de atuação do programa. São elas:

  • Desenvolvimento Urbano Resiliente e Sustentável: apoiar o desenvolvimento urbano, visando o enfrentamento e adaptação aos choques e estresses das mudanças climáticas no meio ambiente, na sociedade e na economia com foco em adaptação e mitigação climática, promovendo o bem-estar humano, a redução dos gases de efeito estufa, a diminuição da vulnerabilidade socioambiental e climática da população, proteção da vegetação nativa, dos recursos hídricos e da vida humana, e a conservação dos recursos naturais.
  • Indústria Verde: produção de bens e serviços de maneira ambientalmente responsável e sustentável minimizando os impactos negativos no meio ambiente, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, reduzindo o consumo de recursos naturais não renováveis e promovendo práticas de produção alinhadas com os princípios do desenvolvimento sustentável, incluindo a economia circular, e adaptando-se aos impactos das mudanças climáticas.
  • Logística de Transporte, Transporte Coletivo e Mobilidade Verdes: implantação, expansão, modernização e recuperação da infraestrutura de transportes de passageiros e carga, incluindo aquisição de equipamentos, que promovam alternativas de transporte mais sustentável, com menor impacto ambiental e redução da emissão de gases de efeito estufa e foco na eficiência e qualidade de vida.
  • Transição Energética: adoção de fontes de energia limpa, envolvendo a modernização das redes de energia, o incentivo à eletrificação de setores com altas emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes atmosféricos, incluindo a produção de hidrogênio com fontes renováveis e a promoção do uso responsável e eficiente da energia.
  • Florestas Nativas e Recursos Hídricos: conservação, recuperação e gestão responsável de florestas e promover a mitigação climática, a sustentabilidade ambiental, a disponibilidade de água, a proteção e uso sustentável da biodiversidade e a resiliência às mudanças climáticas.
  • Serviços e Inovação Verdes: soluções que contribuam com a transição para uma economia mais sustentável e resiliente às mudanças climáticas com a redução dos impactos negativos no meio ambiente e/ou incentivando a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
  • Máquinas Verdes: aquisição de máquinas e equipamentos relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos.

Quais as formas de direcionamento dos recursos?

Os recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima podem ser direcionados de forma direta, indireta e por meio do Fundo Clima Automático. Confira as principais características de cada uma delas:

  • Direta: essa modalidade não exige a intermediação de instituições financeiras credenciadas para o financiamento. Os projetos e iniciativas privadas de combate às mudanças climáticas recebem os recursos diretamente do BNDES. Aqui, dependendo da proposta, a verba do FNMC pode ser reembolsável com juros ou não reembolsável – em outras palavras, uma doação.
  • Indireta: nessa modalidade, os recursos concedidos pelo BNDES são distribuídos por instituições financeiras credenciadas e por isso, são mais abrangentes e conseguem atingir um número maior de empresas, iniciativas e projetos.
  • Fundo Clima Automático: as instituições financeiras credenciadas, como a Cocred, são os responsáveis pelo repasse dos recursos que são direcionados a duas linhas: máquinas e equipamentos (compra de maquinário e tecnologias que contribuam para a redução das emissões de gases de efeito estufa), e projetos de investimento (projetos que combatam as mudanças climáticas de forma abrangente). Para saber se a máquina ou equipamento é elegível ao Fundo Clima Automático, clique aqui e consulte o catálogo CFI do BNDES. Um bom exemplo da diversidade de bens que estão elegíveis à linha é o avião Ipanema da Embraer.

No site do BNDES, você pode entender se os projetos da sua empresa estão alinhados às condições do Fundo Clima e podem ser beneficiados por esse recurso. Saiba mais clicando aqui.

Para conferir mais dicas como essas, acompanhe o blog da Cocred e as nossas redes sociais (FacebookInstagram e LinkedIn.)

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