Cidade Destaque: São José do Rio Preto é terra de oportunidades no noroeste paulista

Cidade Destaque: São José do Rio Preto é terra de oportunidades no noroeste paulista

São José do Rio Preto nasceu da devoção à religiosidade e à natureza. Duas características que aparecem já no nome: homenagem ao padroeiro, São José, e ao curso d’água que atravessa o município. Ao longo de seus 172 anos, além da fé e dos atrativos naturais, agregou dinâmicas típicas de uma cidade cosmopolita.

Foi a partir de 19 de março de 1852, data oficial de fundação, que assumiu o centro de uma região que se desenvolve em vários segmentos. O historiador Lelé Arantes conta que os primeiros desbravadores, mineiros, chegaram por volta de 1845: Luiz Antônio da Silveira, seu irmão Antônio Carvalho e Silva e seu amigo Vicente Ferreira Netto.

Os três deram origem ao povoado erguendo uma capela coberta de sapé para abrigar uma imagem de São José de Botas – que fora deixada pelos índios Guarani e achada por Maria Inácia Ribeiro, mulher de João Bernardino de Seixas Ribeiro, considerado o fundador do município, e uma de suas escravas, Maria Magdalena.

As transformações promovidas inicialmente pela agropecuária e depois incrementadas com a expansão urbana, passaram a atrair gente de outros cantos do país, que dariam a São José do Rio Preto – hoje o maior munícipio do noroeste paulista e o 11º de todo o Estado de São Paulo – o reconhecimento como “terra de oportunidades”.

Em 1906, teve sua denominação reduzida para Rio Preto. Mas, em 1944, quase 40 anos depois, o Centro Geográfico do Rio de Janeiro propôs alterar o nome mais uma vez para Iboruna, tendo em vista haver um homônimo mais antigo em Minas Gerais. Uma sugestão que não agradou os moradores.

“As lideranças rio-pretenses não gostaram e recorreram ao presidente Getúlio Vargas. Após muitos protestos e reivindicações, ainda em 1944, foi restabelecido o nome de São José do Rio Preto”, conta o historiador.

Parque da Represa em São José do Rio Preto

Agricultura

A capacidade que São José do Rio Preto tem de se adaptar, rapidamente, a novos tempos, pode ser observada na trajetória da Ruiz Coffees, que, apesar de ter o cultivo de café concentrado em seis cidades mineiras, mantém a sede no município do noroeste paulista.

Uma história que começou com João Ruiz Lourenço, nascido na vizinha Bálsamo-SP. Ele comprou o primeiro pedaço de terra aos 19 anos de idade para produzir café. Hoje, com 84 anos, Lourenço continua na atividade, ao lado da esposa, Elieth, e dos filhos, João Ruiz Filho e Nathalia.

O grupo está entre os maiores produtores de cafés especiais do mundo, com foco na exportação. Cerca de 95% da produção é embarcada. Os outros 5% ficam no mercado interno e são direcionados a uma marca própria de café torrado e moído, vendida em lojas do ramo e supermercados.

A cadeia de produção é verticalizada. Todas as etapas, incluindo a torrefação, moagem e envase, são feitos pelo Grupo Ruiz. Para garantir o sucesso desse trabalho, a família conta com o apoio da Sicoob Cocred desde abril deste ano, quando se tornou cooperada.

“Tem sido muito bom ter a cooperativa ao nosso lado. As condições são muito atraentes. Além das contas correntes, trabalhamos com cartões, com o intuito de recorrer a outros produtos e serviços financeiros”, afirma Nathalia, destacando que o cooperativismo contribui com a movimentação dos negócios para além do café.

Isso porque o Grupo Ruiz também atua no setor imobiliário. No campo, produz eucalipto, seringueira, soja, milho e cana-de-açúcar. Essa última, aliás, contribui significativamente com a economia de São José do Rio Preto, que está entre as dez maiores cidades produtoras do estado de São Paulo.

A região se destacou como líder no ganho de produtividade na safra 2023/24, no Centro-Sul do Brasil, atingindo a marca de 97 toneladas por hectare, 25% a mais do que no ciclo anterior, segundo o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

João Ruiz Filho e João Ruiz Lourenço, cooperados da Sicoob Cocred há 5 anos

Turismo e lazer

São José do Rio Preto tem cerca de 83 mil empresas. Só o Parque Tecnológico oferta 1,5 mil empregos diretos e indiretos. A eclética economia local, que deu à cidade o título de segunda melhor do país entre as que têm mais de 250 mil habitante, propicia não apenas qualidade de vida à população. Atrai turistas em busca de descanso e diversão.

Na Estância Primavera, cooperada da Cocred há três meses, o visitante encontra dois tanques para pesca, outros três para recria e engorda, além de restaurante, playground e uma minifazenda. São pôneis, vacas, cabritos, carneiros e porcos, todos em tamanho reduzido, além de avestruzes e outros bichos domésticos e exóticos.

A estância foi inaugurada em 1995, dentro de uma propriedade que produz laranja e gado, e pertence a José Carlos Lombardi Júnior, ou simplesmente Júnior, como é conhecido pelos clientes. Ele é sócio do irmão, Luís Ricardo, e conta com ajuda dos filhos, Matheus e Rafael. O local fica aberto todos os dias, mas é nos finais de semana que acontece o maior movimento: de 500 a 800 pessoas, somando o público de sábado e domingo.

Graduado em Direito, Júnior chegou a atuar como advogado, mas não deixa o ambiente bucólico da roça. “Sempre fui ligado com as coisas do campo. Por isso, curto demais a estância. Neste sentido, a Cocred nos ajuda a manter um atendimento qualificado, principalmente com capital de giro”, diz.

Depois de conhecer a Estância Primavera, a dica é programar visitas a outras opções de lazer que a cidade oferece, como os três lagos ao longo do Rio Preto, o Parque da Represa, os parques ecológicos, o Mercado Municipal, o Zoobotânico (antigo Bosque Municipal), a Catedral de São José, a Basílica Menor, a Igreja da Redentora, o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva, o Museu de Arte Naif, o Museu Histórico e Pedagógico D. João VI, a Pinacoteca Municipal, o calçadão e os cinco shoppings.

Em épocas específicas, são realizados eventos de música popular brasileira e de viola caipira, a Expo Rio Preto, tradicional feira de pecuária, o Festival Internacional de Teatro, o Rio Preto Country Bulls, entre outros. A Prefeitura Municipal disponibiliza, inclusive, uma agenda de eventos on-line em parceria com o Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O município também integra o Caminho da Fé. Os peregrinos católicos percorrem cerca de 894 quilômetros, entre a Basílica Menor de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em São José do Rio Preto, até o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida-SP, sendo este o maior percurso entre os circuitos nacionais. E por se tratar de um trajeto oficial, os participantes devem percorrê-lo com a credencial que é fornecida pela Basília Menor.

José Carlos Lombardi Júnior, cooperado da Sicoob Cocred

Desenvolvimento

Por todos esses atributos, São José do Rio Preto atrai muita gente que busca viver em uma cidade do interior, mas muito bem desenvolvida, com excelentes oportunidades de trabalho, estudos e lazer, e ainda considerada polo em saúde. Em 2023, por exemplo, o município foi eleito pela Bright Cities como o sexto mais sustentável do país.

E tudo isso tem reflexo também na qualidade de vida. Não à toa, São José do Rio Preto foi considerada pela consultoria Macroplan, em 2022, como a terceira melhor cidade do Brasil para se viver, com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 0,797, segundo o Atlas Brasil.

Características que levaram a Cocred a apostar no município. A agência da cooperativa foi inaugurada na cidade em 2021 para contribuir com o desenvolvimento regional, a partir da expertise que possui na prestação de serviços financeiros a pessoas físicas e jurídicas de todos os segmentos.

Com 1.084 metros quadrados, a unidade conta com estacionamento para 22 carros e cinco motos, além de bicicletário e vagas exclusivas para idosos e pessoas com deficiência. O layout do Posto de Atendimento é favorável à convivência e ao relacionamento interpessoal, com espaço exclusivo e aconchegante para os cooperados, e instalações modernas que propiciam o atendimento próximo e personalizado.

Atualmente, 57% dos cooperados atendidos na agência da Cocred em São José do Rio Preto são pessoas físicas: autônomos, profissionais liberais, aposentados, universitários, donas de casa, entre outros. Os produtores rurais representam 27% do quadro social no município, com destaque para cultivo de cana e produção agropecuária de corte.

“De fato, Rio Preto é um lugar muito bom para viver, de muito progresso. Uma cidade acolhedora e de desenvolvimento”, afirma Júnior.

Catedral de São José em São José do Rio Preto

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