“Quero abrir uma empresa, e agora?”. Se essa pergunta tem rondado seus pensamentos nos últimos dias, talvez esse seja o sinal que você precisava para focar sua atenção e organizar os próximos passos rumo ao empreendedorismo.
Mas antes de sair por aí buscando CNPJ, contador e fornecedores, é essencial colocar o plano no papel. Isso significa estruturar com calma o que você deseja construir, quais são os recursos disponíveis e o que será necessário conquistar para transformar sua ideia em um negócio viável.
👉Leia também: Maquininha Sipag: a parceira ideal do empreendedor
Se a vontade de empreender já pulsa em você, é provável que também exista um direcionamento, um nicho de atuação que desperta o seu interesse. Esse é o ponto de partida e é a partir dele que todo o seu planejamento vai se desenvolver. Caso ainda haja dúvidas sobre o ramo, ou se sentir que não domina completamente o segmento, reserve um tempo para estudar o mercado e entender suas particularidades.
- Pesquise empresas do segmento: observe o que elas fazem bem e o que poderia ser feito de forma diferente;
- Busque referências: há muito conteúdo produzido por empreendedores experientes de diferentes segmentos e disponibilizados gratuitamente;
- Rascunhe a empresa dos sonhos: definindo as metas de curto, médio e longo prazo, você terá um guia que norteará seu negócio;
- Estude o mercado: entenda a concorrência, o público-alvo, as oportunidades e os desafios do setor.
Planejamento financeiro
Depois da imersão inicial, é hora de entender os números. Avalie quanto você tem disponível para investir e qual porte de empresa faz sentido para o seu momento atual. Aqui, compreender as diferenças entre os tipos de enquadramento é fundamental.
Microempreendedor Individual (MEI): O MEI é a porta de entrada mais simples para quem está começando. É indicado para profissionais autônomos e pequenos empreendedores que desejam formalizar seu negócio com baixo custo e pouca burocracia. Confira as principais características:
- Limite de faturamento: até R$ 81 mil por ano;
- Impostos simplificados: o MEI precisa pagar um valor fixo mensal (entre R$ 70 e R$ 90, conforme a atividade);
- Contratação de funcionários: é permitido ter apenas um empregado, que deve receber no mínimo um salário-mínimo ou o piso da categoria;
- Benefícios: direito à aposentadoria, licença-maternidade, auxílio-doença, emissão de nota fiscal e acesso a crédito como pessoa jurídica.
Microempresa (ME): A ME é o passo seguinte para quem deseja expandir o negócio e ultrapassar o limite de faturamento do MEI. Confira as principais características:
- Limite de faturamento: até R$ 360 mil por ano;
- Regimes tributários: pode optar pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, conforme o porte e o tipo de atividade;
- Contratação: diferente do MEI, a ME pode ter quantos funcionários forem necessários, desde que respeite as obrigações trabalhistas;
- Obrigações contábeis: exige acompanhamento de um contador para manter a empresa regularizada junto à Receita Federal e demais órgãos.
Formalização da empresa
Com o modelo definido, chega o momento de colocar a empresa “no mapa” oficialmente. O processo pode variar de estado para estado, mas em geral inclui as seguintes etapas:
- Consulta de viabilidade: verificar se o nome e o endereço pretendido estão disponíveis para registro;
- Elaboração do contrato social: documento que define as atividades, sócios e capital social;
- Registro na Junta Comercial: é o ato que formaliza a existência da empresa;
- Inscrição estadual e/ou municipal: obrigatória para empresas que vendem produtos ou prestam serviços locais;
- Alvarás e licenças: dependendo do tipo de atividade, pode ser necessário obter licença sanitária, ambiental ou de funcionamento junto à prefeitura e outros órgãos reguladores.
Contratação de funcionários
Assim que a empresa estiver legalizada e o CNPJ ativo, você já pode contratar colaboradores pelo regime CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Nessa etapa, há algumas regras importantes:
- O funcionário contratado deve ter registro em carteira, com todos os direitos trabalhistas assegurados: salário, férias, 13º, FGTS, INSS e descanso semanal;
- É preciso abrir um cadastro no eSocial e cumprir as obrigações mensais de folha de pagamento e recolhimento de encargos;
- Se for ME ou empresa de maior porte, é importante contar com assessoria contábil para cuidar da folha e dos encargos corretamente.
Gestão consciente
Com a empresa formalizada, o trabalho está apenas começando. Controle financeiro, planejamento de fluxo de caixa, relacionamento com clientes e estratégias de gestão são fatores essenciais para garantir a sustentabilidade do negócio.
Nessa etapa, a Sicoob Cocred é a parceira ideal para quem quer crescer de forma planejada e consciente. A cooperativa conta com profissionais qualificados, prontos para oferecer o suporte necessário ao desenvolvimento da sua empresa.
Ao longo do ano, a Cocred promove diferentes campanhas e soluções voltadas especialmente para empreendedores e empresários, facilitando o dia a dia da gestão. De crédito pré-aprovado ao Capital de Giro 13º, aqui você encontra o apoio certo para crescer com estratégia e autonomia.
Para saber mais sobre os produtos e serviços oferecidos pela Cocred, visite uma de nossas 42 agências presentes no interior de São Paulo e Triângulo Mineiro.