Cooperativismo de crédito para PMEs: entenda a importância dessa alternativa

Cooperativismo de crédito para PMEs: entenda a importância dessa alternativa

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O cooperativismo de crédito pode ser muito positivo para as PMEs. Chamadas de pequenas e médias empresas — podendo incluir, também, as microempresas —, elas são grandes forças da economia brasileira: contribuem significativamente para o PIB e a nossa balança comercial.

Contudo, manter um negócio de pequeno ou médio porte vivo não é tarefa fácil. Esses empreendedores precisam de acesso ao capital, além de adquirir tecnologias e gerir o tempo de uma maneira mais criativa em relação aos grandes negócios, que têm mão de obra de sobra para implementar mudanças.

Por isso, neste post, mostraremos os desafios enfrentados pelas PMEs e como o cooperativismo de crédito pode ajudá-las a florescer. Boa leitura!

Quais são os desafios enfrentados pelas PMEs?

As PMEs contribuem muito para a economia brasileira, mas o caminho para chegar ao sucesso financeiro é árduo. Neste tópico, mostraremos os principais desafios enfrentados por essas empresas.

Acesso ao capital

Grande parte dos empreendedores brasileiros abre um negócio por necessidade. Muitas dessas pessoas perdem o emprego ou não encontram ofertas de trabalho na sua área de formação, por exemplo. Nesse sentido, criar uma empresa é a opção que elas encontram para obter uma renda.

Contudo, o serviço não para por aí: depois de implementar o negócio, o primeiro obstáculo é ter o apoio financeiro para viabilizar o seu funcionamento. Nem sempre o negócio se enquadra em um auxílio governamental. Então, a saída é buscar crédito.

Bancos tradicionais são procurados frequentemente — mas em vão, na maioria dos casos. Foi o que apontou uma pesquisa realizada pelo Sebrae-RJ em 2021: 61% dos pedidos de crédito, realizados por gestores de micro e pequenas empresas cariocas, foram reprovados.

Apenas 27% dos solicitantes tiveram os pedidos aprovados, enquanto 12% ainda estavam esperando a resposta. Essa alta taxa de pedidos rejeitados desanima os empreendedores — e muitos deles desistem no primeiro ano do negócio.

Competição

Você sabia que os pequenos e médios negócios são responsáveis por 27% do PIB do país? Isso é um motivo de orgulho para os empreendedores brasileiros, mas também mostra que há uma competição acirrada no mercado.

Para que uma PME viabilize as suas operações e se mantenha atuante, é fundamental que o empreendedor encontre linhas de crédito e financiamento adequados às suas necessidades é uma excelente alternativa.

Gestão do tempo

O próprio nome já diz tudo: pequenas e médias empresas. Essas instituições contam com um quadro mais enxuto de funcionários em relação aos grandes negócios.

Por isso, pode ser difícil gerir o tempo adequadamente, uma vez que é possível que a empresa tenha menos funcionários que o número adequado para atender às demandas.

Nesse sentido, ter uma linha de crédito promovida por uma instituição financeira, como uma cooperativa, pode ser a solução para que a empresa invista na contratação e na aquisição de tecnologias.

Falta de tecnologias adequadas

Hoje, a tecnologia está presente em todos os segmentos de negócio (alimentação, marketing, contabilidade e direito, entre outros). Boa parte das empresas conta com algum tipo de equipamento conectado à internet, que promove o contato com os clientes, o networking e a otimização de processos, por exemplo.

As tecnologias são capazes de automatizar tarefas repetitivas, fornecer dados precisos para agricultores e reduzir os custos com impressão de papel, entre muitos outros benefícios.

Por isso, não contar com alguma solução digital é o que torna as pequenas e médias empresas obsoletas. Sem inovações, muitas ficam ainda mais distantes dos seus clientes em potencial.

Um exemplo está nas empresas que ainda utilizam planilhas para cuidar da gestão financeira do negócio. Mesmo que seja uma opção gratuita, a depender do programa, esse tipo de tarefa exige mais tempo para ser feito.

Nesse sentido, o desafio das pequenas e médias empresas é ter acesso a soluções digitais que otimizem suas atividades e liberem os colaboradores para tarefas mais produtivas e alinhadas às atividades-fim do negócio.

Como o cooperativismo de crédito pode ser uma alternativa vantajosa ao empreendedor?

As cooperativas de crédito são uma excelente alternativa para pequenos e médios empreendedores que precisam de investimento, uma vez que realizar um empréstimo nesse tipo de instituição custa, em média, cerca de 30% menos que em bancos tradicionais.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas e do Sebrae, dois terços das instituições que mais emprestam a pequenos empreendedores são cooperativas, como a Sicoob Cocred.

Além desses dados, vamos mostrar algumas das vantagens que os pequenos e médios empreendedores encontram ao buscar uma parceria com as cooperativas.

Proximidade com o cooperado

Nas cooperativas, o elemento mais importante é cada uma das pessoas associadas. Nas demais instituições financeiras, como os grandes bancos, é a produção de lucro que fala mais alto.

Ao optar pelo cooperativismo de crédito, cada associado tem o direito de se manifestar nas assembleias. Assim, há uma proximidade maior dessa pessoa com a instituição.

Instituições sem fins lucrativos

É importante reforçar que o objetivo de uma cooperativa não é o lucro. Embora ela precise obter bons resultados para viabilizar os seus custos e expandir, a lucratividade não é prioridade.

Até por isso, é usado um termo mais apropriado no universo cooperativista: Sobras, o excedente apurado no Demonstrativo de Resultados ao fim do exercício (geralmente, no dia 31 de dezembro), que é distribuído aos associados de maneira proporcional à participação de cada um.

Atendimento personalizado

Nas cooperativas, o atendimento é diferenciado e personalizado. Cada cooperado não é um cliente, mas um dos seus donos — afinal, cada associado é considerado um dos proprietários da instituição.

Taxas reduzidas

As cooperativas oferecem linhas de crédito com taxas de juros mais baixas. E ainda que cobrem tarifas por seus serviços básicos, os valores são inferiores àqueles praticados pelos bancos tradicionais.

Alinhamento às pequenas e médias empresas

Há um grande potencial no cooperativismo de crédito. Uma vez associados às cooperativas, os empreendedores podem solicitar o acesso a:

  • recursos subsidiados de crédito rural, gerados pelo Plano Safra, desenvolvido pelo Governo Federal. Esses recursos são usados para financiar necessidades de agricultores e indústrias do ramo. Alguns dos exemplos das linhas de crédito disponíveis são o Finame agrícola, o Pronaf (que conta com diversas modalidades) e o Funcafé (para cafeicultores);
  • recursos para capital de giro, sendo que o mais comum é a antecipação de recebíveis;
  • financiamento para a aquisição de bens duráveis, como veículos, equipamentos de informática, bens de produção ou para prestação de serviços, reformas;
  • aplicação de recursos no modelo de depósitos a prazo, que gera uma remuneração superior à oferecida por bancos tradicionais, que se explica pela estrutura de custos mais enxuta das cooperativas. Contudo, é preciso entender que essas aplicações estão sujeitas à retenção de Imposto de Renda.

Em 2020, uma pesquisa apontou que as cooperativas financeiras foram líderes na concessão de crédito — frente aos bancos — no período mais difícil da pandemia do coronavírus. Também podemos citar um levantamento do Banco Central que demonstra que, de julho de 2021 a junho de 2022, o crédito cooperativo cresceu 29% no país contra 17% da média de todo o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Todos esses dados mostram que a participação das PMEs e de usuários individuais em cooperativas de crédito proporciona um leque variado de opções aos empreendedores e pessoas físicas, o que garante um número superior de vantagens em relação às instituições financeiras tradicionais.

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