De fácil contratação, CPRF impulsiona o agronegócio

De fácil contratação, CPRF impulsiona o agronegócio

O agricultor e pecuarista Marcos Brunozzi morou boa parte da vida em Jaborandi e se tornou cooperado da Cocred na agência da vizinha Viradouro. Em terras paulistas, herdou a atividade do pai antes de transferir a produção para Minas Gerais, onde ensinou os filhos.

A ligação com o campo, no entanto, teve origem com os avós, de origens italiana e espanhola, que, no Brasil, trabalharam em lavouras de café. Marcos não produz café, mas manteve os pés na tradição. Por safra, saem, das propriedades que administra, cerca de 1,2 milhão de toneladas de cana, 370 mil sacas de grãos e 13 mil cabeças de gado para abate.

Além de envolver os filhos, Felipe, Bárbara e Júlia, na holding familiar, Marcos agregou tecnologia, conhecimento e a busca por crédito que permita sustentar as atividades, distribuídas por nove municípios: Pirajuba, Campo Florido, Campina Verde, Comendador Gomes, Conceição das Alagoas, Frutal, Planura, Prata e São Francisco de Sales.

Na Cocred, Marcos encontrou a solução mais viável e eficaz: a Cédula de Produto Rural Financeira (CPRF), título que dá aos produtores a possibilidade de aumentar seus recursos e ter mais autonomia para investir. Isso porque, ao contrário da Cédula de Produto Rural (CPR), não vincula a entrega do produto à operação

A CPRF é uma linha com processo de aprovação e liberação simplificados. Um dos grandes benefícios é a liberdade que o cooperado tem para utilizá-la nas diversas finalidades de custeio, investimento e comercialização. “A CPRF trabalha apenas o resultado da produção. E como não compromete a área em que é produzida, o cooperado pode solicitar recursos inclusive com taxa subsidiada”, explica o diretor de Negócios da Sicoob Cocred, Gabriel Jorge Pascon.

Outras vantagens, segundo Pascon, são a isenção de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a possibilidade de negociar taxas pré ou pós-fixadas, com prazo de quitação de até cinco anos, em pagamentos semestrais ou anuais. Tudo acordado na contratação.

Para Marcos, todos esses fatores representam uma segurança a mais em relação aos programas do Plano Safra, que estão sujeitos a dinâmicas políticas. “A CPRF amplia demais o leque de oferta de crédito. Ter a possibilidade desse tipo de suporte e nas mãos de uma instituição confiável, como a Cocred, deixa a CPRF ainda mais interessante. A cooperativa é um lugar certo, de pessoas certas, o que se torna um terreno fértil para os cooperados”, completa.

Marcos Brunozzi (Acervo pessoal)

 R$ 2 bilhões

Até setembro, quase um ano após a primeira liberação, a Cocred atingiu R$ 2,04 bilhões em operações de CPRF. Com esse valor, detém a maior carteira da modalidade entre as cooperativas singulares do Sistema Sicoob, ao qual é afiliada. Isso demonstra a confiança dos cooperados no produto e, mais ainda, na cooperativa.

Durante a safra 2022/23, que terminou em 30 de junho, o montante negociado pela Cocred em CPRF já estava em R$ 1,5 bilhão, metade do total concedido ao agronegócio na temporada – que, pela primeira vez na história, rompeu a barreira dos R$ 3 bilhões em uma única safra entre as cooperativas do Sicoob.

O histórico de liberações para o agro mostra, aliás, que o crescimento tem ocorrido ano a ano. Um levantamento só das últimas seis safras aponta que, no ciclo 2017/18, o volume total de crédito destinado pela Cocred aos produtores rurais foi de R$ 686 milhões, menos de um quarto do que foi repassado na safra 2022/23.

Neste mesmo período, de apenas cinco anos, a soma de todos os valores liberados aos produtores totaliza R$ 7,9 bilhões, o que reforça o compromisso com o agronegócio, segmento que está no DNA da cooperativa.

Cana-de-açúcar

A cana, carro-chefe da produção da família Brunozzi, era, também no final de agosto, a principal atividade de 3.036 cooperados da Cocred, entre pessoas físicas e jurídicas, o que corresponde à maioria dos produtores rurais associados (37,64%) e a quase 5% do quadro geral da cooperativa – que até agosto somava pouco mais de 64 mil.

Tornar a CPRF mais acessível era, justamente, um dos planos da cooperativa para ampliar o volume de recursos emprestados aos produtores rurais. Estratégia certeira. Cooperado na agência de Pontal e produtor de cana na região de Itumbiara, Marco Tulio Tavares também aderiu ao título e se diz satisfeito com os resultados.

A empresa dele, a Maia Agrobusiness, que começou em 2012 para fornecer mudas à atual BP Bunge Bionenergia, adquiriu, seis anos depois, parte dos ativos de um projeto da companhia e se tornou a segunda maior fornecedora do grupo, com 700 mil toneladas por safra – a previsão é ser a primeira ainda neste ano.

Marco Tulio afirma que a CPRF, cuja contratação também substitui recursos do Plano Safra nas propriedades que administra – que somam 23 mil hectares, sendo 11 mil de cana – foi a forma menos burocrática que encontrou para conseguir crédito. “Por causa disso e pelo fato de ser uma operação atrelada à produção, às nossas commodities, praticamente 70% do nosso mix de alavancagem dos negócios é formado por CPRF”.

O empresário conta que começou no setor agropecuário como funcionário de um frigorífico, o que foi um impulso para montar um confinamento próprio. A partir da parceria com a BP Bunge, passou a direcionar esforços para a cana, mas manteve a pecuária e também produz soja. Maia possui ainda um polo em Ituiutaba e outro em Rio Sono, e mantém uma empresa de tratamento de resíduos que produz adubo organomimeral, voltado a uso próprio.

Cooperado da Cocred há dois anos, Marco Tulio explica que a cooperativa fortalece as atividades agropecuárias porque entende suas particularidades, como a necessidade de investimentos constantes. “É fundamental que a instituição financeira tenha uma equipe especializada para permitir a tomada rápida de decisões. E isso encontrei na Cocred. Tenho uma relação muito boa com a cooperativa”.

Gabriel Jorge Pascon, diretor de Negócios da Sicoob Cocred

Alternativa aos recursos do Plano Safra

A Cocred detém a segunda maior carteira de crédito entre as cooperativas do Sistema Sicoob, com cerca de R$ 7,14 bilhões, volume que inclui os R$ 2,04 bilhões em CPRF. Do total, 59,8%, ou R$ 4,27 bilhões, são destinados ao segmento rural. Entre as principais preocupações da cooperativa, está a de entregar aos produtores facilidades de acesso às principais linhas de crédito do Plano Safra do Governo Federal.

No entanto, a considerar as condições da atual temporada, a CPRF se mostra uma alternativa ainda mais importante, já que boa parte dos recursos do primeiro trimestre do Plano Safra se esgotou rapidamente. Vários programas, como Moderfrota, RenovAgro, Pronamp, Pronamp Custeio e Proirriga não tinham mais crédito disponível para o trimestre menos de um mês após o início das liberações, em 1º de julho.

As dificuldades do governo em atender à alta demanda impõe desafios à agropecuária nacional, o que levou à formação de um grupo técnico, com representantes dos ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda e do Banco Central (BC), para acompanhar de perto as contratações.

O Plano Safra foi anunciado nos dias 27 de junho – para médios e grandes agricultores – e 28 de junho – para os pequenos. Para os primeiros, o montante disponibilizado foi de R$ 364 bilhões, valor abaixo do R$ 400 bilhões inicialmente estimados pelo governo, mas 27% acima do anterior, que ficou em R$ 287 bilhões. Já para os pequenos produtores rurais, o valor liberado foi de R$ 77,7 bilhões, contra R$ 53,6 bilhões da temporada anterior.

Revista Cocred Mais

Este é um dos assuntos em destaque na edição 43 da Revista Cocred Mais. Para conferir a edição completa, clique aqui.

Marco Tulio Tavares (Acervo pessoal)

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