No universo cooperativista, crescer nunca foi um movimento solitário. O desenvolvimento acontece de forma conjunta, conectando pessoas, negócios e comunidades. É justamente essa lógica que inspira o Dia da Integração Cooperativista, celebrado em 5 de março, data que nos convida a olhar com mais atenção para um dos pilares do modelo: a intercooperação.
Esse conceito age de forma estratégica para o fortalecimento do coletivo. Em resumo, a intercooperação acontece quando duas ou mais cooperativas unem esforços, compartilham conhecimento, estrutura e soluções para gerar resultados mais amplos e sustentáveis para seus cooperados e para a sociedade.
A intercooperação é o sexto princípio do cooperativismo e estabelece que as cooperativas servem seus membros de maneira mais eficaz e fortalecem o modelo cooperativista ao trabalharem juntas.
Na prática, isso significa:
- Compartilhamento de tecnologia e inovação;
- Parcerias para ampliar portfólio de produtos e serviços;
- Apoio técnico e estratégico entre cooperativas de diferentes ramos;
- Atuação conjunta em projetos sociais e ambientais.
Em vez de competir entre si, as cooperativas escolhem cooperar. Essa lógica rompe com o modelo tradicional de mercado e constrói um ambiente em que todos ganham: cooperados, colaboradores e comunidades.
Resultados multiplicados
Quando cooperativas se conectam, elas ampliam sua capacidade de atuação. Uma cooperativa de crédito pode apoiar financeiramente uma cooperativa agropecuária; uma cooperativa de saúde pode estabelecer parcerias com cooperativas de trabalho; projetos sociais podem ser desenvolvidos em conjunto, com impacto mais abrangente.
Esse movimento gera escala, eficiência e sustentabilidade. Além disso, fortalece o cooperativismo como sistema socioeconômico organizado, capaz de oferecer alternativas sólidas e responsáveis.
Hoje, mais de 20 milhões de brasileiros fazem parte de uma cooperativa. Esse número expressivo demonstra que o modelo é, além de viável, essencial para o desenvolvimento econômico e social do país.
Conheça os princípios do cooperativismo
Como dito anteriormente, a intercooperação é um dos sete princípios do cooperativismo. A harmonia entre eles resulta em um modelo eficaz e completo.
- Adesão voluntária e livre – Cooperativas são organizações abertas a todas as pessoas aptas a utilizar seus serviços, sem discriminação.
- Gestão democrática pelos membros – Os cooperados participam ativamente das decisões, exercendo o princípio “uma pessoa, um voto”.
- Participação econômica dos membros – Os cooperados contribuem de forma equitativa para o capital da cooperativa e participam dos resultados.
- Autonomia e independência – São organizações autônomas, controladas por seus membros.
- Educação, formação e informação – Investem na capacitação de cooperados, colaboradores e comunidade.
- Intercooperação – Cooperativas fortalecidas ao trabalharem juntas.
- Interesse pela comunidade – Atuam para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão inseridas.
Percebe-se que a intercooperação não é um princípio isolado. Ela dialoga diretamente com todos os demais, especialmente com o interesse pela comunidade.
Em um cenário econômico cada vez mais complexo, marcado por transformações e desafios ambientais, a união entre cooperativas se torna ainda mais relevante.
Ao atuar de forma integrada, o sistema cooperativista amplia o acesso a crédito e serviços financeiros, incentiva cadeias produtivas locais, fortalece pequenos e médios empreendedores, investe em educação e muito mais.
No Dia da Integração Cooperativista, celebrar a intercooperação é reconhecer que os grandes resultados do cooperativismo não nascem da atuação isolada, mas da cooperação entre instituições que acreditam no mesmo ideal: cooperativas constroem um mundo melhor.
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