Entenda um pouco sobre a história do cooperativismo

Entenda um pouco sobre a história do cooperativismo

Os membros de uma cooperativa, independentemente do segmento onde ela atua, usufruem de um modelo de negócio seguro, regularizado e sustentável. Mas, na história do cooperativismo, demorou muito tempo até que isso fosse realidade.

A cooperativa é um modelo antigo de organização autônoma de pessoas unidas voluntariamente para atender a necessidades em comum. No Brasil, esse modelo tem chamado cada vez mais atenção.

Segundo o AnuárioCoop 2022, divulgado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o número total de brasileiros associados a alguma cooperativa já chegou a 18,8 milhões. Ao todo, são 4.880 sociedades cooperativas espalhadas no território nacional.

Os indicadores comprovam o avanço das cooperativas no mercado. Se você ainda não conhece a história desse tipo de organização, mas já pensou em participar de uma cooperativa, continue a leitura e descubra como chegamos até aqui.

Semana do Cooperativismo

Para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo e o Dia de Cooperar (C), que, neste ano, serão neste sábado (1º/07), a Cocred está realizando a Semana do Cooperativismo, com uma série de ações sociais e educativas. Clique aqui e confira a programação.

Qual a importância socioeconômica do cooperativismo?

São diversas as vantagens de um negócio cooperativo, principalmente considerando todo o bem que ele faz para a comunidade. Veja a seguir.

Associação aberta

Qualquer pessoa pode ingressar em uma cooperativa, independentemente de classe, status econômico, raça ou gênero. Desde que possam contribuir, seja na forma de capital, seja com trabalho, os interessados estão aptos a aderir.

Igualdade

Uma das principais vantagens de um negócio cooperativo é que cada membro detém o mesmo poder. As cooperativas, dessa forma, ajudam a promover a igualdade na tomada de decisões.

Melhoria da comunidade local

As pessoas que tomam as decisões sobre a cooperativa são membros de comunidades. Por isso, a tendência é que elas busquem fazer o que for melhor para quem vive naquela região.

Quais as origens e a história do cooperativismo no mundo?

Os primórdios das cooperativas modernas podem ser encontrados na Revolução Industrial. Nesse período, trabalhadores, agricultores e proprietários de pequenos negócios se depararam com a necessidade de unir recursos para garantir o acesso a alimentos de boa qualidade e o processamento eficiente de produtos agrícolas, bem como a comercialização e o financiamento deles.

Enquanto muitos datam a fundação do cooperativismo moderno no século XIX, organizações semelhantes podem ser rastreadas no século XVIII, quando tecelões escoceses formaram a Fenwick Weavers’ Society para vender farinha de aveia.

Como o cooperativismo se desenvolveu no século XIX?

As cooperativas com princípios semelhantes aos daquelas que temos hoje foram desenvolvidas pela primeira vez no início do século XIX, em um esforço de vocalizar as lutas dos trabalhadores europeus. Na época, os empregos oferecidos pelas indústrias eram de servis e forçavam os trabalhadores a sacrificar a saúde e a segurança por salários baixos.

Motivado por essas dificuldades, Robert Owens, um fabricante têxtil considerado o pai do movimento cooperativo, elaborou a ideia de comunidades independentes compostas por trabalhadores autogovernados. Nessas comunidades, os membros teriam acesso à educação e a outros recursos de subsistência.

Embora as tentativas de implementar essas ideias tenham falhado, muitos argumentos de Robert Owen foram usados para formar os pilares centrais do movimento cooperativo.

Até 1840, muitas tentativas de grupos semelhantes a cooperativas se formaram e falharam. No entanto, em 1844, surgiram os pioneiros de Rochdale, um grupo de 28 trabalhadores algodoeiros, que enfrentavam más condições de trabalho e salários injustos.

Juntos, eles estabeleceram a Rochdale Equitable Pioneers Society, que passou a ser considerada a primeira cooperativa moderna. Os princípios desse grupo eram conhecidos como “princípios de Rochdale” e construídos sobre os valores da democracia, da ética profissional e da inclusão.

Esses princípios se tornaram os pontos de apoio do movimento cooperativo e foram adaptados ao longo do tempo. Até hoje, eles são amplamente aceitos como as características definidoras e o código de uma sociedade cooperativa.

Foi também no século XIX que a história do cooperativismo no Brasil teve início. O ano de 1887 foi marcado pela fundação da primeira cooperativa brasileira, chamada Cooperativa de Consumo dos Empregados da Companhia Paulista, em Campinas (SP).

Poucos anos depois, em 1889, um grupo de trabalhadores também se juntou para formar a Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, em Minas Gerais. À medida que a industrialização avançava nas regiões do país, crescia o número de cooperativas autônomas de trabalhadores.

Quais são os princípios do cooperativismo?

As cooperativas em todo o mundo ainda aderem ao espírito dos princípios de Rochdale. As diretrizes pelas quais as cooperativas colocam seus valores em prática são as que constam a seguir.

Associação livre e voluntária

As cooperativas estão abertas a todos os que possam utilizar os seus serviços e que estejam dispostos a aceitar as responsabilidades de ser um membro.

Controle democrático

As cooperativas são controladas por seus membros, que definem as políticas e tomam decisões. Os representantes eleitos prestam contas aos demais cooperados, que têm direitos de voto iguais: “um membro, um voto”.

Participação econômica dos sócios

Os membros contribuem de forma equivalente e controlam democraticamente o capital de sua cooperativa. Eles alocam excedentes para desenvolver a cooperativa e se beneficiam na proporção de suas transações com a organização.

Autonomia e independência

As cooperativas são organizações controladas por seus membros. Caso entrem em acordos com outras organizações, farão isso em condições que assegurem o controle democrático por parte de seus cooperados.

Educação, formação e informação

As cooperativas fornecem educação e treinamento para membros, representantes eleitos, gerentes e funcionários. Assim, os cooperados adquirem condições de contribuir para o desenvolvimento de suas cooperativas, além de divulgar informações sobre as vantagens do cooperativismo às suas comunidades.

Intercooperação  

Também conhecida como integração horizontal, consiste na colaboração entre cooperativas, de forma que compartilhem serviços e uma ajude a resolver situações apresentadas por outra(s) – já que é de interesse delas que o cooperativismo como um todo se desenvolva.

Interesse pela comunidade

Com foco nas necessidades dos membros, as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentável de suas comunidades.

O que esperar do cooperativismo nos próximos anos?

Boa parte da discussão sobre futuro do trabalho e acesso a bens e serviços está focada na globalização e na tecnologia. No entanto, também há um interesse crescente nos modelos de negócios usados por cooperativas e como eles podem contribuir para a sociedade.

A seguir, confira algumas tendências para o cooperativismo daqui para a frente.

Facilidades da era digital

Nos últimos anos, quase todos os modelos de negócios precisaram se adaptar ao mundo digital. Os consumidores passam cada vez mais tempo conectados e esperam que as empresas e organizações acompanhem a mudança de comportamento.

Essa transformação digital já é uma realidade nas cooperativas. No ramo das cooperativas de saúde, por exemplo, o uso de plataformas de Big Data já permite analisar dados e determinar a aplicação certeira de recursos.

Cooperativas agropecuárias e cooperativas de crédito também têm se destacado na adoção de tecnologias em benefício dos associados, tornando as atividades mais simples e práticas.

Destaque para o cooperativismo de crédito

No Brasil, as cooperativas se tornaram um modelo de negócio que contribui para transformar a realidade de milhares de pessoas. Um dos destaques vai para as cooperativas de crédito, que devem atrair ainda mais associados nos próximos anos devido às suas vantagens exclusivas.

O diferencial de uma cooperativa de crédito está na oportunidade de o associado se beneficiar de serviços financeiros e linhas de crédito, pagando taxas mais justas em comparação aos bancos comerciais.

Poupança, conta corrente, cartão de crédito, linha de crédito pessoal, consórcio, financiamento, plano de previdência e investimentos. Todos esses serviços não são oferecidos exclusivamente por bancos comerciais, pois você pode encontrá-los em cooperativas de crédito.

Chegamos ao final do nosso guia sobre a história do cooperativismo. Esperamos que você tenha compreendido a importância e os princípios que fizeram esse modelo de organização chegar até os dias de hoje mais relevante do que nunca para a economia, alcançando um número cada vez maior de beneficiados.

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