Fórmula da longevidade: equilíbrio entre corpo, mente e finanças

Fórmula da longevidade: equilíbrio entre corpo, mente e finanças

Chegar aos 80 anos com disposição, vitalidade, boa mobilidade e cognição é o sonho de muitos e a realidade de alguns. A longevidade é cada vez mais desejada pela população, especialmente quando vem acompanhada de qualidade de vida. Mas será que existe uma fórmula para viver mais e melhor? Um caminho definido para alcançar o equilíbrio necessário e aproveitar a vida com saúde e bem-estar?

Talvez você já tenha se feito essas perguntas e, embora não exista uma única resposta, é preciso que um conjunto de fatores seja considerado. O ambiente onde a pessoa vive, as características genéticas que carrega, oportunidades financeiras e os hábitos cultivados influenciam diretamente na construção de uma vida longeva. No auge de seus 80 anos, a professora de educação física Maria Alice Aparecida Corazza sabe bem disso e é um exemplo de como as escolhas conscientes contribuem para um envelhecimento saudável.

Moradora de Sertãozinho (SP), Maria Alice sempre prezou por manter uma rotina organizada, com atenção especial à saúde financeira, física e mental. Para ela, a longevidade é resultado de um conjunto de pilares bem estruturados que consolidou ao longo da vida. Há cerca de 15 anos, a professora é cooperada da COCRED e conta com o apoio da cooperativa para gerir suas finanças, cuidando de sua saúde financeira. Essa estabilidade e segurança permitem que ela se concentre no cuidado com outros dois pilares: a saúde física e mental.

Maria Alice mantém um compromisso diário com o autocuidado. Antes mesmo de “tirar o pijama”, dedica pelo menos uma hora para hidroginástica na piscina de casa. Esse hábito, inserido há anos na rotina, é praticado com disciplina e dedicação. “Isso me ajuda muito. Inclusive me ajudou a chegar aos 80 anos e não estar sentindo essa idade. Continuo ativa, trabalhando muito, dando aula, dando curso, viajando. Hoje, mostro que vale mesmo a pena todo esse cuidado e rotina de exercício físico”, diz.

Crédito: Daniela Bonfim

Com mais de 55 anos de carreira, Maria Alice descobriu aos seis anos a paixão pela atividade física através da natação. O interesse pela área não apenas definiu sua trajetória profissional a partir de então, como moldou seu propósito de vida. Ao longo dos anos, especialmente ao trabalhar com o público idoso, passou a enxergar a importância de tornar os exercícios físicos acessíveis a todos. Foi a partir daí que criou a metodologia “Ginástica na Cadeira”: uma proposta inclusiva, pensada para idosos que frequentam ou não academias.

A metodologia se baseia no uso de objetos simples do dia a dia, com a cadeira como elemento central para realizar exercícios eficazes de fortalecimento, alongamento e coordenação motora. A ideia é mostrar que é possível começar a se exercitar em qualquer fase da vida, com o que está à disposição. Maria Alice ministra cursos e palestras sobre essa abordagem no Brasil e no exterior, sempre reforçando que nunca é tarde para iniciar o cuidado com o corpo e que a longevidade é um “presente” a quem compreende que os caminhos da vida podem ser iniciados e reiniciados independentemente da idade.

O médico clínico geral e geriatra, Paulo Fernandes Formighieri, destaca a importância de iniciativas como essa para a promoção da chamada “longevidade funcional”, ou seja, aquela que permite à pessoa viver mais tempo com saúde, independência e qualidade de vida. Segundo ele, são os hábitos diários que determinam, em grande parte, como será a velhice de cada um.

Alimentação equilibrada, atividade física regular, relacionamentos afetivos, propósito de vida e espiritualidade formam a base de uma vida mais saudável e plena. O geriatra reforça que, embora cada pessoa tenha sua individualidade biológica, o compromisso com hábitos positivos é o principal fator de transformação.

“O envelhecimento é como uma economia: quanto mais eu queimo minha economia ou invisto positivamente, meu resultado lá na frente vai ser pior ou melhor. O ciclo todo de vida faz parte dessa somatória”, diz. Nesse contexto, cultivar rotinas saudáveis, como propõe Maria Alice em sua metodologia acessível, é uma forma eficaz de garantir não só mais anos de vida, como mais vida nos anos.

Longevidade na mesa

Se a longevidade começa com bons hábitos, também está na mesa. Segundo Formighieri, a alimentação tem papel central na construção de uma vida mais longa e saudável, e esse cuidado com o que se consome diariamente tem ganhado cada vez a atenção dos brasileiros. Dados da Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercado sediada em Londres, apontam que o mercado nacional de alimentação saudável movimentou cerca de R$ 100 bilhões em 2021 e deve crescer 27% até o fim de 2025.

Trata-se de uma mudança significativa e contínua nos padrões de consumo, que reflete uma nova consciência coletiva sobre saúde e bem-estar. Esse movimento é percebido também por quem atua diretamente no setor de alimentação. O casal Rafael Fregonesi Félix e Liliane Bida dedicou cerca de 10 anos à gestão do “Le Verde”, restaurante e padaria que se tornou referência em alimentação saudável em Ribeirão Preto (SP).

A proposta nasceu a partir da percepção de que faltavam estabelecimentos dedicados à produção de produtos a alérgicos a glúten e lácteos. Na prática, no entanto, Félix e Liliane se surpreenderam com a alta demanda de outro perfil de consumidor. “O público que está disposto a comprar com frequência é o fitness. É o público que busca saúde”, conta Liliane. Com essa constatação, o casal decidiu diversificar as opções e ampliar o cardápio, investindo em produção própria e artesanal.

Com mais de 700 itens, o “Le Verde” conquistou espaço ao combinar sabor e nutrição. Os campeões de venda foram justamente os itens que traduziam esse equilíbrio entre prazer e saúde. “A gente viabilizava os desejos”, resume Félix. Após anos liderando um nicho específico e consolidando uma base fiel de clientes, o casal decidiu encarar um novo desafio empreendedor: fecharam o “Le Verde” e abriram uma nova padaria com foco na culinária francesa.

A transição foi natural, ainda que desafiadora. “Hoje, parte desse público nos acompanha. É um público fiel, porque ainda não existe tanta variedade no nicho saudável. Então vira e mexe tem um cliente antigo que vai lá para comer um pão de fermentação natural na chapa e tomar um cappuccino com leite de amêndoas, itens que tinham no Le Verde e continuam no cardápio”, diz Liliane.

Pirâmide invertida

Um levantamento realizado pela empresa de consultoria estratégica global L.E.L. Consulting apontou que cerca de 75% dos brasileiros passaram a ter mais cuidado com a saúde após a pandemia de Covid-19. A pesquisa mostra que o cuidado com a saúde aparece como a primeira ou segunda prioridade entre os participantes, junto ao desejo de passar mais tempo com a família e amigos.

“Existe uma preocupação mais frequente e organizada em relação aos cuidados com a saúde por três aspectos: a percepção do outro, ao perceber que é possível chegar a idades como 90, 100 anos; a necessidade de agregar segurança para envelhecer com independência; e a própria mudança do mercado, com mais ofertas de produtos e serviços, tanto públicos quanto particulares”, explica o geriatra.

Essa mudança de comportamento se reflete no aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Em 2023, ela era de 76,4 anos (73,1 anos para homens e 79,7 para mulheres), um crescimento de 11,3 meses em relação a 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contrapartida, a taxa de fecundidade caiu de 2,32 para 1,57 filho por mulher entre 2000 e 2023.

A pesquisa Projeções de População, divulgada pelo IBGE em 2024, aponta que, após atingir seu pico em 2042, a população brasileira começará a diminuir. Por outro lado, a expectativa de vida deve continuar subindo, alcançando 83,9 anos em 2070. Esse avanço é resultado de um conjunto de fatores econômicos e sociais. As famílias brasileiras passam a ter maior acesso a serviços de saúde, alimentação de qualidade, educação e moradia adequada — fatores essenciais para uma vida mais longa e saudável.

Como resume o Formighieri, “longevidade é uma dádiva possível, em que você tem o bônus de ter muitos anos à disposição para viver a vida, mas você precisa investir para que não se torne um ônus, em que terá muitos anos sob uma condição de vida indesejada”. O desafio, portanto, não é apenas viver mais tempo, mas garantir que esses anos estejam acompanhados de saúde, independência e qualidade de vida.

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