Protagonistas: conheça mulheres que fizeram história no cooperativismo

Protagonistas: conheça mulheres que fizeram história no cooperativismo

Para uma cooperativa financeira, como a Sicoob Cocred, o Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade de celebrar algumas das visionárias que ajudaram a consolidar o modelo de negócios do cooperativismo como um caminho viável e seguro para o desenvolvimento da sociedade.

A participação feminina em vários segmentos sociais ganha, a cada dia, mais evidência. A partir de 2015, por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, entre seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a serem alcançados até 2030, que o de nº 5, Igualdade de Gênero, seria dedicado a empoderar mulheres e meninas a lutar contra a violência e valorizar seu trabalho para garantir inclusão efetiva em funções de lideranças, em todos os níveis de tomada de decisão política, econômica e pública.

No mesmo ano, a ONU Mulheres também lançou a iniciativa global “Por um planeta 50-50 em 2030: um passo decisivo pela igualdade de gênero”, com compromissos concretos assumidos por mais de 90 países, incluindo o Brasil. Na prática, todos – sociedade civil, governos, empresas, universidades e meios de comunicação – devem trabalhar de maneira determinada, concreta e sistemática para eliminar as desigualdades de gênero.

Especificamente no Brasil, um levantamento da ManpowerGroup apontou que 37% das organizações empresariais já haviam estabelecido, até 2022, programas internos de desenvolvimento feminino. Segundo a mesma fundação, as mulheres ocupam, no agronegócio brasileiro, 35% dos cargos gerenciais.

Pioneiras

Quando falamos sobre cooperativismo, as mulheres também ocupam papeis de destaque, desde a fundação da Sociedade Equitativa dos Pioneiros de Rochdale, em 1844, reconhecida como a cooperativa que daria origem ao movimento cooperativista moderno. A tecelã Eliza Brierley foi a primeira a participar ativamente como membro, abrindo espaço para outras pudessem contribuir para o fortalecimento do setor em todo o mundo.

Mais recentemente, é possível citar a inglesa Pauline Green que, em 2009, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), e a uruguaia Graciela Fernández Quintas, que, até 2026, preside a ACI Americas.

Em números, vale destacar que as mulheres representam 41% dos mais 20 milhões de brasileiros associados a cooperativas, de acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2023, produzido pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). Entre os ramos cooperativistas com maior participação feminina, destacam-se Trabalho, Produção de Bens e Serviços (52%), Saúde (45%), Crédito (44%) e Consumo (44%). É possível observar ainda um aumento contínuo da participação feminina na direção das cooperativas. Segundo o anuário, 22% dos dirigentes eram mulheres.

O segmento também apresenta avanços significativos na força de trabalho feminina. Em 2022, as mulheres representavam 51% do quadro de colaboradores das cooperativas brasileiras – crescimento de 15% em relação a 2021. Os ramos com predominância de trabalhadoras mulheres eram Consumo (57%), Crédito (61%), Saúde (73%) e Trabalho, Produção de Bens e Serviços (56%).

Confira, a seguir, algumas das mulheres que participaram da construção dessa história de sucesso do cooperativismo:

 

Eliza Brierley 

Primeira mulher do mundo em uma cooperativa. 

A famosa Sociedade Cooperativa Equitativa dos Pioneiros de Rochdale na Inglaterra, líder do cooperativismo moderno, foi também pioneira na sua época, permitindo, desde o início, que homens e mulheres fossem membros da mesma organização. E foi uma mulher ativista que abriu as portas para transformar a vida de muitas outras mulheres: a tecelã Eliza Brierley.

Em março de 1846, Eliza mobilizou-se para se converter em membro de pleno direito da recém-criada cooperativa, em uma época em que as mulheres eram “propriedade” do seu pai ou esposo, não tinham direitos legais nem civis e eram excluídas da participação econômica igualitária na sociedade. Sem dúvida, uma inspiração para que outras cooperativistas contribuíssem, decisivamente, no fortalecimento do setor no mundo.

 

Pauline Green 

Primeira mulher presidente da ACI (Aliança Cooperativa Internacional). 

Dame Pauline Green, nascida em 8 de dezembro de 1948, foi deputada trabalhista, membro do Parlamento Europeu e líder do Grupo Parlamentar do Partido dos Socialistas Europeus (PES).

Nas Honras de Ano Novo de 2003, Green foi nomeada Dama Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico, ao mesmo tempo que ocupava o cargo de Presidente da ACI Europa. Em 2009, ela se tornou pioneira ao presidir a Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

Tal como aconteceu com a sua nomeação para a Co-operatives UK, ela é a primeira mulher presidente na história da organização.

 

Tania Zanella 

Primeira mulher superintendente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). 

A paixão de Tania pelo cooperativismo começou ainda na infância, em Santa Catarina, e, desde 2008, tornou-se também a sua missão.

Desde o início da sua jornada, passou por diferentes posições na Casa do Cooperativismo, como a gerência de Relações Institucionais, e foi a primeira mulher a ocupar os cargos de gerente geral e superintendente do Sistema OCB.

Em 2021, foi reconhecida como uma das 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro pela Revista Forbes, e, em 2023, foi convidada para ser colunista da Globo Rural. Esse pioneirismo a motivou a atuar diariamente por uma maior participação feminina em posições de liderança.

 

Victorina Guidi 

A única mulher entre os 106 fundadores da Sicoob Cocred. 

Idealista e visionária, a agricultora Victorina Guidi foi a primeira mulher a compor o quadro de cooperados da Cocred. Participou da fundação da instituição, em 27 de julho de 1969.

A produtora de cana-de-açúcar e soja, natural de Pontal-SP, contribuiu ativamente com o nascimento da nossa cooperativa, considerado um marco histórico no interior paulista.

No próximo dia 11 de março, completaria 100 anos de idade e, com certeza, estaria orgulhosa de saber que ajudou a construir uma das três maiores cooperativas financeiras do Brasil.

 

Empoderamento

Enfim, ao longo da história, as cooperativas impulsionaram o empoderamento feminino, inclusive destacando a temática no ano internacional do setor, em 2010, proposto pela ACI. Enquanto parceiro do Pacto Global e da ONU na difusão dos ODS, o cooperativismo preza também pela igualdade de gênero.

Para além do empoderamento e da representatividade, o cooperativismo garante independência e capacitação a mulheres em situações vulneráveis, atuando por uma sociedade mais justa e igualitária. Os próprios Princípios do Cooperativismo, inclusive, expressam os valores de igualdade e liberdade do movimento.

Então, ressaltar cada vez mais a participação feminina nas cooperativas – seja no quadro associativo ou funcional – é atuar em prol da construção de um mundo mais justo, equilibrado e com mais oportunidades para todos.

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