Saiba quais são as perspectivas para o agronegócio brasileiro em 2024

Saiba quais são as perspectivas para o agronegócio brasileiro em 2024

O agronegócio é o principal segmento da economia brasileira. Responde por cerca de 25% do nosso Produto Interno Bruto (PIB). Isso significa que, a cada quatro reais de riquezas que o país produz, um é proveniente de atividades ligadas ao campo.

Na agenda de exportações, o setor também é destaque. Embarcou, em 2023, o equivalente a 165 bilhões de dólares, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – correspondente a 20% de todas as vendas feitas pelo Brasil ao exterior.

A população ocupada no agronegócio nacional é de cerca de 28,5 milhões de pessoas, número que representou um recorde no terceiro trimestre do ano passado, ou seja, nunca o campo havia empregado tanto.

Mesmo com uma previsão de leve queda no Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2.5%, prevista pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para 2024, o agro continuará em destaque, demandando recursos para continuar impulsionando o desenvolvimento do Brasil, já que, do agro, dependem outros vários setores econômicos.

A Sicoob Cocred tem o agronegócio em seu DNA. A cooperativa, que comemora 55 anos no próximo mês de julho, surgiu para suprir necessidades de crédito de produtores rurais da região de Sertãozinho-SP. Em dezembro de 2023, pouco mais de 12% dos cooperados eram agricultores e pecuaristas – 8.235, de um total de 61.171 associados.

A maioria (cerca de 37%) tinha a cana-de-açúcar como a principal atividade, seguida pela pecuária bovina de corte (13%), café (7%) e soja (5%) – o restante era preenchido por outros produtos. Juntos, os produtores rurais respondiam por 52,63% da carteira de crédito da cooperativa. Isso significa que, de um total de R$ 7,9 bilhões emprestados pela cooperativa, R$ 4,9 bilhões eram na forma de crédito rural.

Devido à importância do setor, reunimos, neste post, as principais perspectivas para o cenário agrícola em 2024. Confira:

Cana – Segundo a Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do país (Orplana), a safra 2023/24 no Centro-Sul, principal região produtora do país, deverá fechar com recorde, de 650 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, que começa oficialmente em abril, o volume esperado inicialmente é de 620 milhões de toneladas. A queda deverá ser consequência das condições climáticas do início deste ano, que foram diferentes do esperado. O mix de produção caminha, novamente, para ser mais açucareiro, como em 2023/24.

Soja – Por causa de problemas climáticos, a previsão é de quebra de safra do Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que antes previa uma colheita de 162 milhões de toneladas, atualmente estima 155,3 milhões, 4,2% menos. Outros institutos têm projeções ainda mais pessimistas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta um número um pouco maior: 161 milhões – a safra anterior foi de 160 milhões de toneladas. Uma possível quebra deve mexer com o mercado do produto em todo o planeta, já que o Brasil lidera a produção mundial.

Milho – Terceiro maior produtor mundial, o Brasil deverá ter quebra também no milho. Para a Conab, de 10,9%, resultando, com isso, em uma colheita de 117,6 milhões de toneladas. Para o USDA, de 6%, atingindo 129 milhões de toneladas. A queda tem a ver com o clima, trazendo reflexos negativos à primeira safra, o que deve impactar nas decisões dos agricultores para as próximas e, com isso, provocar redução na área plantada.

Café – A produção estimada para 2024 pela Conab é de 58,08 milhões de sacas, 5,5% maior que a de 2023, confirmando as expectativas de ano mais positivo devido à bienalidade da cultura. Pouco mais da metade, 29,18 milhões de sacas, deverá ser colhida em Minas Gerais, cujo aumento na produção deverá girar em torno de 0,6%, percentual mais baixo na comparação com a média de outras regiões por causa de fatores climáticos. No ano passado, não choveu como esperado em regiões produtoras. Além disso, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), algumas lavouras ainda se recuperam da geada de 2021.

Carnes – O USDA prevê que o Brasil vai produzir, em 2024, 10,8 milhões de toneladas de carne bovina (aumento de 2,6% em relação a 2023), 15,1 milhões de toneladas de frango (crescimento de 1,3%) e 4,7 milhões de toneladas de carne suína (alta de 4,5%). As exportações também deverão crescer e chegar a 3 milhões de toneladas em carne bovina, mantendo o Brasil como primeiro colocado no planeta, 4,9 milhões de toneladas de frango, também com o país liderando, e 1,5 milhão de toneladas de carne suína (3ª colocação mundial).

Crédito rural

Entre os atrativos que a Cocred oferece aos produtores rurais, estão soluções para todas as etapas de produção e atendimento personalizado com equipes especializadas no agro, que entendem as rotinas e falam a língua do campo, além de taxas vantajosas na comparação com os bancos convencionais.

São linhas de financiamento para custear, comercializar e investir na produção, por repasse ou com recursos próprios, do BNDES e até de Fundos Constitucionais.

Além disso, é importante destacar que as movimentações financeiras na cooperativa, como a aquisição de linhas de crédito rural, aumentam a participação dos cooperados na distribuição dos resultados ao final do exercício anual, as chamadas Sobras.

Custeio

Produtor que é cooperado pode financiar despesas das atividades agrícolas e pecuárias: aquisição de insumos, produção de mudas e sementes, além de vacinas e medicamentos, entre outros exemplos.

Investimento

Para você que precisa ampliar, diversificar e modernizar a produção, diversas soluções se adequam ao perfil da sua propriedade. Financie tratores, máquinas agrícolas, sistemas de armazenagem, reforma de pastagem e irrigação, animais para cria e recria, e muitos outros.

Comercialização

Você tem todos os recursos necessários para garantir os melhores preços e obter grandes resultados na hora de comercializar a produção do seu empreendimento.

A seguir, confira outras linhas da Cocred:

PRONAMP: Exclusiva para incentivar as atividades de médios produtores rurais, promovendo aumento da renda e geração de empregos no campo.

AUTOCRED RURAL: Exclusiva para aumento de frota rural. Financiamento de caminhonetes de cabine simples ou dupla, nacionais ou importadas, com prazos de pagamento semestral ou anual, conforme o ciclo de recebimento da produção.

TRATO FORTE: Voltada ao financiamento de tratores, colheitadeiras, barras de pulverização, quadriciclos, drones e outros equipamentos para o campo.

CPRF (Cédula de Produto Rural Financeira): Título de crédito com isenção de IOF, fácil contratação, pagamento semestral ou anual, e, também, área livre para custeio.

Expertise no campo

A Cocred foi destaque entre as cooperativas afiliadas do Sicoob pelo maior volume de liberações em crédito para o agronegócio durante a safra 2022/23. Ao todo, foram negociados R$ 3,089 bilhões, crescimento de 80% na comparação com o período anterior – na temporada 2021/22, o montante disponibilizado foi de R$ 1,718 bilhão.

A Cocred foi a primeira e única cooperativa – até aquele momento – a romper a barreira dos R$ 3 bilhões concedidos ao agronegócio em uma só safra. Pelo desempenho, a cooperativa recebeu uma homenagem. Foi o segundo ano consecutivo em que a Cocred foi premiada na categoria “Liberações para demais agricultores”, que inclui produtores rurais de todos os portes, dos pequenos aos grandes.

Desses pouco mais de R$ 3 bilhões liberados, metade foi de Cédula de Produto Rural Financeira (CPRF). Com isso, a Cocred passou a ter a maior carteira do Sicoob nesta modalidade. A dianteira foi mantida nos primeiros seis meses da atual temporada (2023/24), quando foram disponibilizados mais R$ 1,4 bilhão em CPRF, o que correspondeu a R$ 7 em cada R$ 10 destinados pela cooperativa a atividades rurais.

Alguns dos motivos para a grande adesão a esta linha de crédito são o processo de aprovação e liberação simplificados, e a liberdade que os cooperados têm para decidir como aplicar os recursos. Além da isenção de IOF, há a possibilidade de negociar taxas pré ou pós-fixadas, com prazo de quitação até cinco anos.

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