Após a turbulência econômica que atingiu o Brasil e o mundo no último mês, setembro começa a dar sinais de maior estabilidade. O “tarifaço” global imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece ter se acomodado, indicando que os países impactados já encontraram, ou estão encontrando, formas de mitigar seus efeitos. No Brasil, a medida contribuiu para a redução da estimativa de inflação para este ano. Já nos Estados Unidos, a expectativa se volta para o Federal Reserve System (Fed), que sinaliza um possível corte de juros nos próximos dias.
Economia mundial
A presidência do Federal Reserve – equivalente ao Banco Central dos EUA – alertou que o “tarifaço” ainda representa riscos para a inflação no país em setembro. Esse é apenas um dos reflexos da determinação de Trump, adotada no início de agosto, que elevou os impostos sobre produtos do exterior de 10% a 50%.
Outro efeito da taxação foi a queda no rendimento dos títulos da dívida norte-americana que, consequentemente, enfraqueceu o dólar ao redor do mundo. Em razão disso, o Fed manifestou a possibilidade de cortar os juros ainda neste mês, empolgando investidores globais que, apesar da notícia, acompanham com cautela as projeções da taxa. Fora da América do Norte, o cenário oscila entre índices positivos e negativos.
Na Europa, as bolsas de valores encerraram em queda na última segunda-feira de agosto, motivadas pela incerteza sobre os juros dos EUA. Por outro lado, durante a mesma semana, os mercados da Ásia fecharam em alta em decorrência do bom desempenho do setor imobiliário e da exploração de terras raras – indústrias que utilizam elementos químicos na produção de bens tecnológicos.
Economia brasileira
O Brasil foi o único país taxado em 50% – a maior alíquota – pelos Estados Unidos. Apesar disso, o “tarifaço” aplicado aos produtos nacionais reduziu a inflação entre o fim de agosto e o início de setembro, devendo manter a estimativa em baixa até o final do ano. Ainda sobre a inflação, a projeção para 2025 recuou de 4,95% para 4,86%, embora siga acima do teto da meta, que é de 4,5%.
O Relatório de Mercado Focus, do Banco Central – que resume semanalmente o comportamento de índices econômicos – previa um desequilíbrio na balança comercial brasileira provocado pelo “tarifaço”. No entanto, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), essa previsão não se confirmou integralmente e alguns setores registraram crescimento nas exportações.
Além da performance positiva da balança comercial, outros indicadores também apontaram sinais de estabilidade. O dólar, por exemplo, apresentou leve queda: a expectativa passou de R$ 5,60 para R$ 5,59, sugerindo equilíbrio no câmbio e cotação próxima a R$ 5,50 ao longo de setembro. A projeção mediana do Produto Interno Bruto (PIB), que era de 2,23% no início de julho, caiu para 2,18% no fim de agosto.
O agronegócio no Brasil e no mundo
Não é possível prever a duração do “tarifaço”, mas a manutenção das taxas reflete diretamente no valor dos produtos ao redor do mundo e, com o tempo, no processo produtivo. A determinação norte-americana continua provocando mudanças estruturais e a busca global por compradores e fornecedores alternativos. Essas alterações, inclusive, são responsáveis pela atual diversificação do mercado exportador brasileiro.
Até a última semana de agosto, a agropecuária nacional registrou crescimento de 13,5% em comparação ao mesmo período do mês anterior, somando US$ 5,08 bilhões. De acordo com o MDIC, a alta nas exportações foi impulsionada pela venda de milho não moído, hortícolas frescos ou refrigerados e soja.
Por outro lado, mesmo com o resultado positivo, insumos importantes apresentaram queda nas vendas, como arroz com casca, frutas e nozes não oleaginosas (frescas ou secas) e algodão bruto. A indústria extrativa também enfrentou dificuldades para negociar alguns itens no mercado externo, entre eles açúcares e melaços, farelos de soja, alimentos para animais e farinhas de carne.
Para setembro, a expectativa é de que o agronegócio e a indústria extrativa mantenham o ritmo forte de exportações. Apesar da volatilidade em determinados segmentos e da retração pontual em outros, o saldo da balança comercial deve permanecer positivo. Já a reconfiguração causada pelo “tarifaço” tende a limitar o crescimento interno, mas, ao mesmo tempo, reforça a importância das exportações brasileiras tanto para o comércio exterior quanto para a economia nacional.
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