Dicas para construir seu patrimônio financeiro e aproveitar a aposentadoria

Dicas para construir seu patrimônio financeiro e aproveitar a aposentadoria

Existem muitos motivos para se construir um patrimônio financeiro. A segurança, a possibilidade de uma educação de qualidade aos filhos e a liberdade de viajar são apenas alguns exemplos que podemos citar. No entanto, a sua construção é um processo árduo, que exige bastante comprometimento e, em alguns casos, sacrifícios.

Neste artigo, aproveitamos a semana do Dia do Aposentado, comemorado neste 24 de janeiro, para entrar em detalhes relacionados à importância de se construir um patrimônio financeiro. Além disso, vamos dar dicas que ajudarão no alcance desse objetivo, explicando também quais são os componentes desse patrimônio. Continue conosco até o final e tire todas as suas dúvidas sobre o tema!

O que é patrimônio financeiro?

Quando um indivíduo ou família possui bens e investimentos, por exemplo, e eles são deduzidos de dívidas e outros passivos, tem-se o patrimônio financeiro. Em outras palavras, é tudo que gera dinheiro, menos tudo aquilo que faz alguém gastar dinheiro. Daremos um exemplo prático para ilustrar melhor esse cenário.

Suponha que uma família composta de um casal e três filhos tenha uma casa financiada, um carro quitado e alguns investimentos bancários. Se as parcelas da casa estiverem na metade, isso significa que ela ainda não pode ser considerada patrimônio dessa família. Isso porque será preciso pagar todas as prestações do financiamento — enquanto isso, a casa é considerada um passivo, e não um ativo dessa família.

Aplicando números a esse exemplo, suponha que a casa seja de R$ 300 mil. Então, se o financiamento está na metade, já foram quitados R$ 150 mil, de modo que o patrimônio líquido dessa família está em R$ 150 mil, considerando a casa. Para que se entenda e aplique de modo correto o conceito de patrimônio financeiro, é preciso diferenciar dois termos fundamentais: ativos e passivos.

Ativos e passivos

Basicamente, um ativo é tudo aquilo capaz de gerar renda, sendo que um investimento em renda fixa ou ações na Bolsa de Valores são bons exemplos disso. Já o passivo corresponde àquilo que gera um custo ou uma dívida. Voltando ao exemplo citado, enquanto a casa estiver sendo quitada, ela será um passivo, não só por causa da dívida em si, mas por causa dos custos inerentes a ela.

Em outras palavras, ao longo do tempo, é possível que essa casa passe por reformas e reparos, sendo uma fonte de gastos da família. O mesmo pode se aplicar a carros, visto que eles demandam manutenções, trocas periódicas de peças e o pagamento de impostos, além do risco de multas. Não obstante, a desvalorização do veículo fará com que o proprietário pegue um valor mais baixo do que o gasto na compra, em uma possível venda futura.

Dito isso, é crucial que uma pessoa ou família tenha a chamada proficiência financeira. Consiste em ter meios de pagar todos esses custos citados e muitos outros, de modo que os passivos não sejam maiores do que os ativos.

Qual a importância de construir o seu patrimônio financeiro?

A resposta pode ser simples e rápida: independência financeira. Se um indivíduo tem o hábito de guardar todo mês um dinheiro e fazer algum investimento, as chances de construir um patrimônio financeiro serão maiores.

A independência financeira ocorre quando a pessoa gasta menos do que ganha, e esse ganho se multiplica ao longo do tempo. Quem investe deve ter em mente que os juros compostos são um fator que faz toda a diferença nesse sentido.

A partir de certo ponto, ele aumenta consideravelmente a quantidade de dinheiro aplicado. Dessa forma, é possível, em alguns anos ou décadas, o indivíduo ter condições de comprar, por exemplo, uma casa ou carro à vista.

Aposentadoria

Outro ponto a ser destacado sobre a independência financeira é que o indivíduo pode se dar o deleite de não mais precisar trabalhar. Os rendimentos dos seus investimentos chegaram a um ponto em que é possível se aposentar até bem antes da idade estipulada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Dessa forma, o indivíduo terá, entre outras coisas, a liberdade de viajar e acompanhar mais de perto o crescimento dos seus filhos e cuidar melhor da família. Vale deixar claro que a aposentadoria é considerada um estágio superior à independência financeira.

Neste, a pessoa pode ainda trabalhar se quiser, em uma atividade que goste de exercer. Já na aposentadoria, ela para de trabalhar definitivamente. Além disso, na maioria das vezes, a pessoa que opta por se aposentar pelo INSS tem um salário reduzido. Logo, uma situação nada confortável, mas que pode ser superada com a construção de um patrimônio financeiro.

Educação dos filhos

De fato, a educação dos filhos é algo caro. Além disso, do ponto de vista puramente contábil, ela é considerada um passivo, exigindo esforços desde o maternal até o nível superior, em muitos casos. Por mais que existam programas de financiamento estudantil, essa é uma alternativa pouco viável para quem deseja construir um patrimônio financeiro.

Criando desde cedo uma reserva financeira (mais ativos do que passivos), fica mais fácil custear o estudo dos filhos. No início, as crianças geram gastos muito altos aos pais, mas, à medida que crescem e se tornam independentes, o investimento em educação de qualidade tende a dar excelente retorno.

Como construir o seu patrimônio financeiro?

Ter um patrimônio financeiro sólido e duradouro é o sonho de muita gente. No entanto, é preciso ter método e seguir algumas etapas fundamentais, pois, do contrário, ficará muito difícil manter um padrão de vida elevado por muito tempo.

Confira as dicas que preparamos para você de como construir o seu patrimônio financeiro.

Defina metas e objetivos

Para achar um tesouro, é preciso um mapa. Trazendo essa analogia ao propósito deste conteúdo, é o planejamento que vai guiar as ações do indivíduo que busca ter um patrimônio financeiro, em especial os seus objetivos e metas. Vale destacar que são diferentes, visto que o primeiro tem alcance de longo prazo e o segundo, de curto prazo.

Em outras palavras, para um objetivo maior ser atingido, é preciso estabelecer metas. Por exemplo, se uma pessoa quer gerar uma renda passiva mensal de R$ 10 mil, ou seja, se deseja “guardar” ou aplicar esse valor mensalmente em alguma modalidade de investimento, dificilmente ela fará isso da noite para o dia.

Essa pessoa terá de estabelecer uma meta, como começar ganhando R$ 500,00 de renda passiva todo mês e ir progredindo. Nesse sentido, ela pode cortar alguns gastos supérfluos do dia a dia e direcionar esse dinheiro a algum investimento.

Tão importante quanto ter objetivos e metas claras é que sejam mensuráveis. A ideia é sempre quantificar o progresso na construção do seu patrimônio, de modo que possa fazer melhorias e ajustes sempre que julgar necessário. Do contrário, a pessoa vai caminhar no escuro, correndo o risco de demorar muito para alcançar o seu objetivo.

Quite as dívidas

Ao longo da vida, uma pessoa pode contrair inúmeras dívidas, como uma casa, um carro ou a faculdade. Muitas vezes, elas são, de fato, necessárias, mas o problema está nos juros e na inadimplência, aumentando o risco de tais dívidas se transformarem em uma bola de neve.

Não obstante, existe outra questão: o cartão de crédito. O hábito contínuo de parcelar compras — inclusive as que podem ser pagas à vista —, quando menos se espera, pode se transformar em outra bola de neve.

Portanto, o ideal é se livrar das dívidas atuais e evitar contrair novas. Em certos casos, uma boa alternativa pode ser a renegociação, principalmente se os juros estiverem proibitivos – também chamadas de juros abusivos, são taxas consideradas extorsivas, cobradas acima do valor mínimo estabelecido pelo Banco Central. Sem essas dívidas, o sonho de construir um sólido patrimônio financeiro fica muito mais fácil, considerando que os ativos são maiores que os passivos.

Tenha um planejamento

Além de ter objetivos e metas, o planejamento deve ter prioridades. Significa o que deve ser obtido primeiro, se a casa própria ou o carro à vista, ou a formatura dos filhos, por exemplo. Também é crucial anotar todo o dinheiro que entra e sai, pois isso ajuda a fazer mais dinheiro sobrar todo mês.

Nesse sentido, é importante anotar um gasto assim que ele é feito. Se isso for deixado para depois, o risco de esquecimento será maior, prejudicando o planejamento e aumentando a possibilidade de se gastar mais que o necessário. Existem diversos aplicativos que ajudam a controlar esses gastos, mas a pessoa pode também anotar esses gastos no papel, caso prefira.

Faça investimentos

Um erro que as pessoas cometem é querer investir somente quando sobrar algum dinheiro no final do mês. Isso é uma clara demonstração de que não há, de fato, um entendimento consistente sobre o que é um investimento. O ideal é destinar desde cedo um valor que será aplicado, pois isso evita que o dinheiro deixe de sobrar no fim do mês.

Renda fixa

Como o nome sugere, o investimento em renda física dá uma previsibilidade maior do quanto a pessoa vai receber. Nesse sentido, o risco da aplicação é considerado baixo, sendo que muitas pessoas recorrem a essa opção na hora de fazer uma reserva de emergência, por exemplo.

Essa é uma forma conhecida de se preparar para momentos de crise ou incerteza econômica. Em geral, o ideal é aportar pelo menos seis meses referentes aos gastos do indivíduo, mas, em outros casos, pode ser preciso guardar o equivalente a 12 meses. Por exemplo, se você gasta de modo fixo R$ 3 mil por mês, a recomendação é fazer uma reserva de emergência de R$ 18 mil.

Além disso, é importante fazer esse investimento em um lugar com proteção contra a inflação. Também é crucial que essa aplicação de renda fixa possa ser sacada facilmente, ou seja, tenha elevada liquidez. Afinal, nunca se sabe quando pode surgir uma emergência pessoal ou com algum membro da família.

Quais os componentes do patrimônio financeiro?

Neste último tópico, vamos adentrar em alguns termos ligados à contabilidade. Não se preocupe, pois as informações apresentadas são de fácil assimilação. Fique atento aos tópicos seguintes e conheça alguns dos principais componentes do patrimônio financeiro!

Bens

Conceitualmente, um bem é tudo aquilo que pode ser transformado em dinheiro. Uma empresa, uma casa ou uma frota de veículos são bons exemplos disso, sendo que a liquidez desses bens é feita por uma pessoa da área de avaliação imobiliária, caso seja um imóvel.

Além disso, um bem patrimonial pode ser tangível ou intangível. Nesse segundo grupo, podemos citar, como exemplos as patentes. Embora não sejam algo concreto, existe a possibilidade de ser transformada em liquidez, em caso de uma venda dessas patentes.

Direitos

Um bem, seja ele tangível, seja intangível, precisa de regras para a sua devida proteção. Os direitos são exatamente isso, sendo algo previsto em dois documentos: o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil Brasileiro. Nesse sentido, ambos exploram questões relacionadas, entre outras coisas, com:

  • regimes de casamentos;
  • relações de consumo;
  • doações;
  • transferências de patrimônio após o falecimento.

Obrigações

Na esfera jurídica, uma obrigação pode ser patrimonial ou não patrimonial. Nesse, não há a possibilidade de converter um bem específico em dinheiro, sendo que alguns exemplos disso são:

  • dever de educação dos filhos;
  • dever de guarda dos filhos;
  • fidelidade entre marido e mulher.

Gostou das dicas de como construir um patrimônio financeiro? Ao longo do texto, vimos que se trata de algo ligado ao futuro do indivíduo e de sua família, o que engloba, entre outras coisas, a independência financeira, a aposentadoria e a melhor educação possível aos filhos.

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